Heinze apresenta mecanismos aos produtores
Deputado Federal representante dos arrozeiros gaúchos manteve reunião em Cachoeira do Sul (RS) para apresentar aos produtores informações sobre AGFs, contratos de opção privados e o andamento de novas negociações com o governo federal para buscar equilíbrio no mercado interno de arroz. Segundo Heinze, o momento é preocupante
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O governo federal deverá liberar nos próximos dias cerca de R$ 50 milhões para comercialização de arroz. R$ 45 milhões se destinam a retirar do mercado 120 mil toneladas de arroz por meio dos contratos de Aquisições do Governo Federal (AGFs) ao preço mínimo de R$ 20,00 e outros R$ 5 milhões, aproximadamente, serão destinados para a compra de 60 mil toneladas por meio dos contratos de opção privados, no qual o governo federal paga a diferença entre o preço do leilão e o preço mínimo estabelecido por lei.
Segundo Heinze, há duas preocupações neste momento. Garantir o preço mínimo de R$ 20,00 ao maior número possível de produtores já que o mercado opera abaixo de R$ 16,00 em algumas regiões gaúchas para o saco de arroz de 50 quilos e viabilizar o maior volume de exportações até a próxima safra.
– Por isso, estamos fazendo um esforço para que as indústrias entrem nos leilões de contrato de opções privados para direcionar este produto à exportação. Precisamos ser mais agressivos para colocar o produto para terceiros países, apesar de termos alcançado com o arroz quebrado um recorde de exportações em mais de 30 anos explicou.
O deputado federal Luis Carlos Heinze explicou que na semana passada obteve garantias do ministro da Fazenda, Antonio Pallocci, de que em outubro começam a ser liberados os R$ 600 milhões prometidos durante o tratoraço e não liberados até hoje.
– Estamos pressionando fortemente. Destes recursos, R$ 370 milhões serão direcionados para o arroz, o que seria suficiente para tirar do mercado algo entre 600 mil toneladas e 700 mil toneladas de arroz por AGF e contratos privados de opção. Estes, mais direcionados para a indústria exportar revelou.
Ainda segundo Heinze, ele e as entidades arrozeiras estão trabalhando no sentido de que o governo federal permita o credenciamento, pela Conab, de armazéns de pessoa física. Segundo ele, uma resposta conclusiva também deve ocorrer em outubro, pois os armazéns estão abarrotados de arroz e em alguns meses já começa nova colheita.
– Estamos calculando que o governo deverá ficar com um estoque entre 1,2 e 1,3 milhão de toneladas. Precisamos passar das 350 mil toneladas exportadas. Mas, mesmo assim, o produtor que se cadastrar deve saber que ficará embuchado com este arroz até o ano que vem, pois vamos trabalhar para que os estoques públicos não voltem para o mercado de imediato, pois isso pressionaria demais os preços.
Heinze ainda lembrou aos produtores das negociações que estão sendo realizadas pela Federarroz para viabilizar exportação de arroz em casca – pelo menos 25 mil toneladas e que estão avançadas as negociações para o Brasil exportar para a China, Nigéria, Iraque e Guatemala.
– Precisamos exportar o máximo que der até março, pois a tendência é que de março pra frente, com a entrada da nova safra, o cenário mantenha-se difícil. Exportando o máximo possível agora, reduzimos o estoque de passagem e fortalecemos nossa posição no mercado externo, captando novos clientes para 2006.


