Heinze comemora liberação dos contratos

O deputado Heinze intermediou as tensas negociações entre arrozeiros e governo nas últimas semanas.

Após ter acenado com a possibilidade de lançar contratos de opção privados para o setor orizícola, durante a 16ª Colheita do Arroz, em Dom Pedrito, o governo federal finalmente oficializa a implementação do mecanismo e lança o edital que o regulariza. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19), no Ministério da Agricultura, pelo secretário de Política Agrícola, Ivan Wedekin. O deputado Heinze intermediou as tensas negociações entre arrozeiros e governo nas últimas semanas

Segundo o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), que conduziu as negociações juntamente com as entidades da cadeia produtiva gaúcha – Irga, Farsul, Federarroz, Fearroz, Sindarroz e Sindapel – serão ofertadas 1 milhão de toneladas em contratos de opção privados já a partir do próximo dia 27 – 850 mil para o Rio Grande do Sul e 150 mil para Santa Catarina. O governo gastará com a operação um montante que pode alcançar a cifra de R$ 60 milhões.

O objetivo do mecanismo, de acordo com o parlamentar, é apoiar a comercialização do cereal, garantindo um preço compatível com o de produção. Ele explica que são dois os tipos de leilões que fazem parte do processo. No primeiro, indústrias e cooperativas disputam o prêmio de risco, oferecido pelo governo, que pode chegar ao limite de R$ 3,00 por saca de 50 Kg. Após esta etapa, acontece o pregão entre o setor privado, que já adquiriu a subvenção federal, e os produtores rurais. É durante esta fase que as indústrias leiloam os contratos de opção aos agricultores.

O primeiro leilão de prêmio de risco, que ofertará 85 mil toneladas do RS, acontece na próxima quarta-feira (27). O pregão entre o setor privado e os produtores ficou marcado para 9 de maio. A data de entrega do produto será em 16 de junho, com o preço de exercício fixado em R$ 27 a saca de 50 Kg. (ver quadro abaixo).

“A intenção é paulatinamente, a cada leilão, aumentarmos o preço pago ao produtor pelo cereal. Se tudo caminhar conforme o combinado, se a oferta for controlada, chegamos em setembro com o preço de exercício em R$28,50”, diz Heinze. Os pregões acontecerão semanalmente. Os dois primeiros ofertam 100 mil toneladas cada; os próximos, 50 mil toneladas cada.

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