Heinze volta a cobrar medidas do governo federal

Deputado afirma que o desemprego é preocupante na metade sul gaúcha, região onde o cultivo do arroz é a principal atividade econômica.

O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) voltou a cobrar do governo o cumprimento do acordo firmado com os produtores rurais durante o tratoraço. Em uma conversa por telefone com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na última quarta-feira (20), o parlamentar externou o descontentamento com a medida que beneficiou com a prorrogação do custeio do arroz apenas os agricultores da Bahia e do Centro-Oeste.

– Não é justo com os gaúchos. A Metade Sul do Estado sobrevive principalmente da atividade orizícola; não temos outras alternativas econômicas. Para se ter uma idéia, com a atual crise, o desemprego chega a alcançar a preocupante marca de 20% na região. E o Planalto não apóia o setor – desabafa.

Além de acompanhar o pleito dos arrozeiros, Heinze atua em outras frentes para garantir que os benefícios, anunciados pelo Executivo durante a manifestação dos agricultores em Brasília, sejam efetivados. Sobre a prorrogação das parcelas de 2005 da securitização, do Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa) e do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), informa que na semana passada foi criado um grupo de trabalho (GT) para tratar do assunto.

A equipe, que deverá em 20 dias apresentar uma proposta concreta para atender o pleito do setor, é composta por representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Câmara dos Deputados e dos Ministérios da Fazenda e da Agricultura.

Paralelo a este trabalho, o parlamentar negocia com o Planalto a edição de uma medida provisória que altere imediatamente a data de vencimento do Pesa, que deve ser quitado em agosto.

– Não temos tempo hábil para esperar a análise do GT – disse.

Heinze cobra ainda a suspensão das execuções das dívidas do crédito rural; a repactuação dos débitos atrasados da securitização, do Pesa e de outros programas, estimados em R$ 12,6 bilhões; a abertura de navegação de cabotagem; a alocação de recursos para a subvenção de 1/3 do prêmio do seguro agrícola e a autorização para que os produtores possam, na safra que se inicia, importar agroquímicos de outros países. Segundo o deputado, a adoção de tal medida resultará em uma economia, para os agricultores brasileiros, de U$$ 750 milhões por ano.

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