Irga anuncia 98,3% da área plantada

Conclusão deve acontecer somente depois do Natal, mas as principais áreas produtoras já encerraram o plantio. Lavoura gaúcha tem bom desenvolvimento.

O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) anunciou no seu acompanhamento semanal de plantio, divulgado na sexta-feira 17, que a lavoura gaúcha já alcançou 98,28% da área estimada: 1.025 milhão de hectares. Foram plantados até agora 1.008 milhão de hectares no Rio Grande do Sul, superando a estimativa inicial de 949 mil hectares.

As chuvas de primavera, que recuperaram os mananciais, são responsáveis por este aumento da área, que ocorre principalmente na Fronteira-Oeste. Sobre a safra passada, quando foram plantados 1.041 milhão de hectares, a redução de área ficará em apenas 1%.

Na última semana, a partir de quinta-feira, chuvas esparsas voltaram a ocorrer no estado. Ganharam intensidade no final de semana. Sendo assim, o plantio deve atrasar alguns dias e ser concluído só após o Natal. Estas lavouras atrasadas são plantadas exatamente nas zonas onde faltava água para irrigação, tornando-se áreas marginais e com menor expectativa de produção.

A previsão do diretor técnico do Irga, Maurício Fischer, é de que a safra no Rio Grande do Sul comece na segunda quinzena de fevereiro, com lavouras que usaram variedades de ciclo precoce ou foram formadas no cedo. Estas lavouras, porém, devem apresentar alongamento do ciclo por causa das chuvas e de baixas temperaturas na fase inicial de implantação.

No Mercosul, a situação não é muito diferente. No Uruguai a lavoura está formada e na Argentina chega aos 95%, pois também houve aumento de área na fronteira com o Brasil, que também enfrentava a falta de água para irrigação.

O desenvolvimento geral da lavoura do Rio Grande do Sul é muito bom. Boa luminosidade em novembro e dezembro, recuperação dos mananciais hídricos, plantio mais cedo e a propagação das tecnologias de manejo para alta produtividade na lavoura são fatores importantes para este desenvolvimento.

“A expectativa agora é com relação ao clima para janeiro, diante de previsões de retorno de um El Niño de fraca intensidade”, explicou Fischer. Segundo ele, a falta de luminosidade em janeiro poderá implicar numa menor produtividade e ocorrência de doenças fúngicas. “Mas, até o momento a lavoura se comporta nos níveis do ano passado, quando tivemos alta produtividade”, assegura.

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