Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

 Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

Imagem: Julio Ostroski

Projeto em implantação no município de Charqueadas (RS) prevê a produção de 635 milhões de litros de etanol por ano

(Por Assessoria de Comunicação do Irga) O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu a visita de representantes do projeto Vinema Biorefinarias do Sul, iniciativa que promete colocar o Rio Grande do Sul no mapa da alta tecnologia em bioenergia. O encontro teve como objetivo discutir o uso de culturas amiláceas, com destaque para o arroz, na matriz energética do estado.

Em fase de implantação no município de Charqueadas, o projeto da biorefinaria propõe a utilização do arroz gaúcho, além do sorgo granífero, triticale e batata-doce, para a produção de biocombustíveis de ponta. O portfólio de produção planejado inclui Etanol Carburante, Hidrogênio Verde e Combustível Sustentável de Aviação (SAF), além de outros coprodutos essenciais para uma economia circular e de baixo carbono.

60% do etanol do estado.Os números projetados pela Vinema Biorefinarias do Sul apontam para uma transformação no cenário energético local. O objetivo do projeto é atingir a produção de 635 milhões de litros de etanol por ano. Esse volume representa o equivalente a cerca de 60% de todo o etanol atualmente consumido no Rio Grande do Sul.

Para a autarquia, o avanço da bioenergia representa um marco estratégico. A iniciativa não apenas fortalece a segurança energética do Estado e reduz drasticamente a emissão de gases de efeito estufa, mas também inaugura um mercado de altíssimo valor agregado para o produtor rural gaúcho.
A inserção da orizicultura nesta nova cadeia produtiva reforça que o arroz cultivado no Rio Grande do Sul vai muito além da excelência como alimento, consolidando-se como matéria-prima tecnológica e base para a energia renovável que moverá o futuro.

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