Lançada publicação do Censo da Lavoura Arrozeira do RS
O Censo do Irga identificou 9.032 lavouras, distribuídas em 133 municípios gaúchos.
A geração de 37 mil postos diretos de trabalho é um dos resultados apurados pelo Governo do Estado com o Censo da Lavoura de Arroz Irrigado/2005. A pesquisa aplicada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), além de confirmar a importância social da cultura, determina o estágio de desenvolvimento das regiões orizícolas estaduais. A publicação foi lançada nesta quarta-feira (30), durante a Expointer 2006.
Na safra 2004/05, o Censo identificou 9.032 lavouras, distribuídas em 133 municípios. Os resultados apurados a partir de 237 indagações servem de base para a composição de novas diretrizes, programas e estratégias de desenvolvimento da cultura nos próximos dez anos.
– É um marco para planejar o futuro da lavoura de arroz irrigado no Estado e melhor ajustar a atividade às exigências do competitivo mercado de commodities agrícolas – explica o presidente do Irga Maurício Fischer, também responsável pela coordenação do trabalho, que não era realizado desde a safra de 1999/2000.
A consulta, entre agosto de 2005 e janeiro passado, mobilizou 80 recenseadores vinculados aos 40 núcleos de assistência técnica do Irga e revela quantos agricultores, como plantam, a situação fundiária (terras próprias e arrendadas), a extensão média das propriedades, a área total de cultivo, permitindo um amplo diagnóstico do setor.
De forma prática e objetiva, os produtores forneceram informações pertinentes às lavouras, sobre número de tratores e colheitadeiras em operação, idade do maquinário, tipos de cultivo (mínimo, plantio direto, pré-germinado, convencional), colheita, empregados, estágio tecnológico, uso de adubação e defensivos agrícolas, sistemas de aplicação de água e, ainda, controle ambiental.
Quanto ao tamanho das lavouras, observa-se que 69,4% apresentam menos de 100 hectares. No extremo oposto, 3,7% possuem mais de 500 hectares. A Fronteira Oeste lidera como a região com maior área semeada, produção e produtividade média, respondendo por, respectivamente, 26,2%, 29,3% e 6.747,5 kg/ha do total gaúcho.
A utilização de financiamentos de terceiros para implantação da lavoura é uma prática recorrente para 75,6% dos entrevistados. Entre as instituições que fornecem crédito aos produtores, o Banco do Brasil é o principal em todas as Regiões. A frota de tratores chegou a 25.422 no Rio Grande do Sul. Este total equivale a um trator para cada 40,71 hectares de lavoura de arroz. São 8.302 colheitadeiras, uma máquina para cada 124,65 hectares.
No intervalo entre um Censo e outro, houve aumento de 13,5% no nível de empregabilidade e 9,8% na produtividade, refletindo o modelo gaúcho de lavoura que privilegia a alta tecnologia, principalmente após a implantação do Programa Arroz RS.
– Tivemos o cuidado de obter dados fidedignos e atualizados, para atribuir o devido peso a cada um deles no contexto do processo – explica o diretor presidente do Irga.
Fischer ressalta o caráter confidencial da investigação.
– As respostas pessoais de cada agricultor foram organizadas em números absolutos, sem revelar a origem, servindo para uso exclusivo do Governo do Estado – garante.
A publicação do Censo pode ser acessada no Portal do Irga.
Maiores informações através do e-mail irga@irga.rs.gov.br .


