Leilão de arroz garante preço de R$ 25 por saca

Cooperativa catarinense participou de três leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e está disponibilizando 488 contratos aos produtores interessados em participar desta modalidade.

Os rizicultores catarinenses associados da Cooperja, de Jacinto Machado, podem garantir o preço de R$ 25 por saca de 50 quilos do arroz colhido nesta safra. A cooperativa participou de três leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e está disponibilizando 488 contratos aos produtores interessados em participar desta modalidade. O pagamento será feito em setembro. Se neste período o preço da saca estiver valendo mais, o agricultor pode desistir da entrega. O único ônus para o rizicultor é o pagamento de R$ 0,35 por saca, referente ao prêmio cobrado ao parti- cipante como forma de garantir a cotação. O valor é pago no ato da contratação do programa.

Cada um dos contratos equivale a 540 sacas de arroz. Cada rizicultor pode assinar até cinco contratos por leilão. Como a Cooperja participa de três leilões, o rizicultor pode garantir a venda de até 8.100 sacas pelo preço oferecido pela Companhia.

Oferta pode despencar preço

O técnico agrícola da Cooperja, Marcelo Nicoletti Mezzari, lembra que no ano passado o preço médio pago ao produtor foi de R$ 20. Aqueles que venderam para a Conab conseguiram R$ 22 pela saca de 50 quilos do grão. Para Mezzari, a participação nos leilões tem contribuído para regular o mercado e manter as cotações do preço do arroz em alta. Outro fator importante é a garantia de preço que o produtor tem conseguido, aderindo aos contratos.

Como o mercado de arroz é considerado imprevisível, a diretoria da Cooperja acredita que se todos os associados deixarem para comercializar a safra em um mesmo período, existe a possibilidade de os preços despencarem por causa da oferta do produto.

Chuva atrasa colheita da safra

A colheita da safra do arroz deste ano deve ser finalizada até o início de maio. Do total de área cultivada, 30% da safra já foi retirada da roça. O número poderia ser maior não fosse o excesso de chuva registrado desde que início a colheita. Por causa do mau tempo, os rizicultores estão tendo dificuldades para retirar a produção do campo. Como o grão deve ser colhido seco, o tempo úmido tem causado perdas nas lavouras.

Dos 16 mil hectares de área plantadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul por associados da Cooperativa de Jacinto Machado, estima-se que a safra renda, no mínimo, 2,3 milhões de sacas de 50 quilos.

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