Leilão gaúcho negocia 36,7% dos contratos a R$ 27,00

Resultado do leilão de prêmio foi considerado positivo por arrozeiros e corretores.

O primeiro leilão de Prêmio de Risco realizado nesta quarta-feira 27 na Bolsa Brasileira de Mercadorias para a indústria adquirir arroz em casca pelo novo mecanismo de comercialização lançado pelo Governo Federal negociou 36,7% dos 3.148 contratos ofertados para o Rio Grande do Sul ao preço de R$ 27,00 (incluindo os R$ 3,00 do governo). No total, foram confirmadas transações para 1.146 contratos.

Cada contrato corresponde a 540 sacos de 50 quilos com 57% a 59% de grãos inteiros. Este leilão terminou no final da manhã. Dos 556 contratos ofertados para Santa Catarina, 210 foram negociados (37,8%) em leilão que encerrou no final da tarde. No total, 36,5% dos contratos foram negociados, alcançando um percentual considerado positivamente surpreendente pelos especialistas.

O consultor Marco Aurélio Marques Tavares destacou que diante do atual cenário do mercado do arroz em casca no Brasil surpreendeu a participação das indústrias e comerciantes, principalmente de fora do Rio Grande do Sul. Nenhuma das grandes indústrias gaúchas participou do leilão. A complexidade do novo mecanismo e a exigüidade de tempo para que as indústrias buscassem todos os esclarecimentos também são fatores que podem ter atrapalhado.

– Diante da dificuldade de cadastro e obtenção de certidões negativas muitas empresas não conseguiram participar. Outras estão apenas acompanhando de fora para ver os resultados e tomar a decisão de participarem ou não – frisou.

A expectativa agora é para o lançamento de edital para um novo leilão de prêmio na próxima semana e o primeiro leilão de opção, este direcionado ao produtor. Como a concorrência deve ser grande, pois atualmente o produtor está recebendo em torno de R$ 20,00 a R$ 21,00 pelo saco de 50 quilos e estará se habilitando a receber até R$ 27,00, é quase certo que haverá ágio.

Se houver, este poderá ser um estímulo para a indústria que além do prêmio e do custo da opção, teria o ágio a seu favor. Beatriz Carvalho, da Corretora Ronaldo Carvalho, explica que para o produtor também haveria vantagem, mesmo pagando o frete e com ágio, pois estes contratos ainda estariam acima do preço de mercado.

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