Leilões da Conab: grande interesse no arroz “fraco”

A tendência é de que as indústrias só comprem o arroz que está depositado em seus próprios armazéns.

Os leilões da Companhia Nacional de Abastecimento que acontecerão hoje, ofertando 50 mil toneladas de arroz dos estoques públicos no Rio Grande do Sul e 10 mil toneladas em Santa Catarina, deverá concentrar especial atenção das indústrias no arroz “fraco” para parboilização.

Enquanto o preço de abertura de R$ 26,20 para o arroz “branco” ainda sofre alguma resistência, o produto mais fraco abre a R$ 23,75 (já considerando o Funrural). Este valor está abaixo dos patamares do mercado, principalmente na Zona Sul do Rio Grande do Sul, onde há grande demanda pelo produto e na semana passada houve negócios por até R$ 24,50 (final indústria).

O corretor Giuliano Ferronatto, da Mercado Corretora, também identifica esta tendência. Segundo ele, o movimento que se verifica desde o lançamento dos editais é da indústria buscando informações sobre os volumes de arroz fraco (abaixo de 53% de inteiros). Jair Almeida, da Corretora Expoente, explica que a vantagem maior da indústria é a compra de arroz que já está depositado em seus próprios silos.

– A tendência é de que as indústrias só comprem o arroz que está depositado em seus próprios armazéns ou com frete muito curto, preferencialmente na própria cidade – informa o analista do mercado de arroz da Safras & Mercado, Tiago Sarmento Barata.

Há duas semanas boa parte das grandes indústrias gaúchas estão fora de mercado.A maior parte dos agentes de mercados consultados por Planeta Arroz, indicam a expectativa de uma comercialização de 55% a 70% do produto ofertado pela Conab neste primeiro leilão. E que o mercado siga a tendência dos últimos dias, permanecendo em compasso de espera pelo menos até um terceiro leilão (se forem mantidos) dentro de duas semanas.

Será preciso ler a conjuntura a partir do resultado do leilão desta quarta-feira e, só então, se organizar. Para o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) Maurício Fischer, o preço de abertura deve ser o novo balizador do mercado gaúcho.

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