Leve queda no Sul. Alta no MT

Arroz gaúcho segue com preços levemente menores, baixa oferta do produtor e indústria e varejo tentando preços menores. No Mato Grosso, a falta de matéria prima fez os preços subirem até R$ 1,00 por saco nas zonas de produção.

Mais uma semana decepcionante para o mercado de arroz no Rio Grande do Sul. A indústria e o varejo seguem procurando produto, mas sempre buscando pagar um pouco menos do que os preços referenciais. Os produtores já nem fazem questão de pedir preço. Simplesmente se mantêm sem ofertar. Volumes bastante pequenos de negócios, com as indústrias trabalhando na frente, ou seja, beneficiando mais arroz do que os volumes que estão repondo. Até por isso, muitos agentes de mercado acreditam numa leve recuperação de preços em setembro.

Os preços líquidos aos produtores gaúchos se mantiveram no patamar de R$ 18,00 a R$ 19,00 para o saco de 50 quilos em casca (58% de inteiros). No Litoral Norte ainda segue oferta de arroz Irga 422 CL e “similares” na faixa de R$ 21,00 a R$ 22,00, mesmo com percentual de inteiros acima de 60%. Alcança até R$ 25,00 nesta região o saco de 50 quilos de produto nobre com 65% a 67% de grãos inteiros.

Alegrete, Itaqui, Cachoeira do Sul e Dom Pedrito trabalham com o arroz na faixa de R$ 18,50 a R$ 19,00 líquido ao produtor. Itaqui, Uruguaiana e São Borja pagam entre R$ 19,50 e R$ 20,50 posto na indústria. Em Pelotas e Camaquã o referencial é R$ 20,50, mas produto de melhor qualidade e em maiores volumes (cinco mil sacos para cima) alcança R$ 21,00, principalmente nas indústrias de menor porte. O arroz “fraco” para parboilização, mais demandado na região, continua mantendo-se com preços firmes de R$ 19,50 a R$ 20,00 dentro do engenho (frete incluso). A indústria oferta R$ 17,50 (livre) pelo arroz fraco em Alegrete e Cachoeira do Sul.

Itaqui paga R$ 21,50 pelas variedades nobres (60% de inteiros) e São Borja, R$ 21,00. Indústrias do Centro do país passaram a procurar mais o arroz de qualidade diferenciada no Sul, mas com poucos negócios expressivos sendo fechados.

OUTROS INDICADORES

O levantamento semanal do IRGA apresentou estabilidade nos preços, fechando em R$ 20,52 a média do saco de 50 quilos posto na indústria. Indicou leve alta nos preços do fardo beneficiado, tanto para o tipo 1 quanto para o tipo 2.

O levantamento completo está em:

http://www.irga.rs.gov.br/arquivos/20060901100709.pdf

O índice Cepea – Esalq/BM&F, indica cotação média do arroz gaúcho (50Kg e 58% de inteiros), posto na indústria, em R$ 20,23 nesta quinta-feira (31), R$ 0,01 abaixo da semana anterior (dia 24). A pior média na semana foi de R$ 20,17, no dia 28 de agosto.

O levantamento completo está em:

http://www.cepea.esalq.usp.br/indicador/arroz/indicador.php

A Emater-RS indicou uma queda significativa nos preços pagos aos produtores, em seu levantamento semanal: 1,19%. A média gaúcha que estava em R$ 20,14 centavos na semana anterior, fechou em R$ 19,20. A oscilação dos preços oferecidos ao produtor ficou entre o mínimo de R$ 19,00 e
máximo de R$ 22,00 dependendo do rendimento de engenho e a praça consultada.

O levantamento completo está em:

http://www.emater.tche.br , na seção de “informativos” .

SANTA CATARINA

O mercado do arroz em casca em Santa Catarina, depois de ter mostrado algum fôlego nas últimas semanas, apresentou leve recuperação nos preços do casca e do beneficiado. Fechou média de R$ 19,38 na semana, acima dos 19,13 da semana anterior, segundo dados do Icepa. Pagou R$ 20,50 no Sul catarinense pelo produto de 58% de inteiros em sacos de 50 quilos e R$ 18,00 em Jaraguá do Sul.

MATO GROSSO

Segundo dados do relatório semanal do IMEA, o mercado de arroz continua pressionado pela escassez na oferta. Essa semana as cotações voltaram a apresentar aumento, mas desta vez menos expressivos, de R$ 1,00 por saca nas regiões de Sorriso e Sinop. O mercado segue cotado a R$ 24,00 em Sorriso e Sinop, R$ 26,00 em Primavera do Leste, R$ 27,00 em Rondonópolis e R$ 29,00 em Cuiabá.

Devido ao alto preço da mercadoria ofertada, a comercialização continua praticamente paralisada, com pequenos lotes sendo comercializados. A expectativa é de que nesta semana a Conab publique os editais de leilões de arroz para a indústria.

BENEFICIADO

O arroz beneficiado tipo 1 apresentou um quadro de estabilidade em Santa Catarina, fechando média de R$ 31,00 o fardo de 30 quilos (FOB Criciúma). No Rio Grande do Sul, os indicadores do Irga apresentam ligeira alta. Ficou entre R$ 29,80 (7% de ICMS) e R$ 30,09 (12%) o fardo de 30 quilos do tipo 1, e entre R$ 26,64 (7%) e R$ 27,46 (12%).

A maior parte das indústrias gaúchas de médio e grande porte mantêm cotações referenciais em R$ 32,00 o fardo do tipo 1 (final em São Paulo), mas já existem muitos negócios por até R$ 29,00 (final à vista). Há casos de exceção, com algumas marcas de arroz de indústrias da Depressão Central gaúcha entrando em São Paulo a preço final de R$ 27,50.

O saco de arroz beneficiado de 60 quilos (tipo 1) sinaliza com negócios na faixa dos R$ 41,00 (FOB) dentro do Rio Grande do Sul, confirmando ligeira queda. Há produto nestas condições chegando a São Paulo por até R$ 55,00, mas a média é de R$ 57,00 a R$ 59,00.

DERIVADOS

Os derivados de arroz seguem com preços estáveis. O canjicão (60kg) é cotado a R$ 22,00, mas há notícias de negócios por até R$ 22,50 (FOB). A quirera se manteve em R$ 16,00 (60kg) e o farelo perdeu preços, ficando abaixo dos R$ 7,00 (30kg).

VAREJO

O varejo se mantém bastante travado, pressionando por menores preços. Trabalha com estoques no nível mínimo e baixa movimentação. É crescente o número de ofertas nas grandes redes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Preços entre R$ 5,20 a R$ 5,80 para o saco de cinco quilos do arroz gaúcho e catarinense do tipo 1.

TENDÊNCIAS

Analistas conceituados e agentes do mercado de arroz continuam trabalhando com a expectativa de reação de preços em setembro. Todavia, esse é um discurso que começou em julho, prevendo reação de preços para agosto, que acabou não acontecendo.

A expectativa agora recai sobre os leilões da Conab no Centro-Oeste e Norte do país. Segundo os principais analistas de mercado, se por um lado haverá arroz para atender a demanda das indústrias do Mato Grosso, por outro o indicativo é de uma redução de quase 25% no estoque de passagem do país. O varejo, no entanto, ainda não se mostra interessado e segue buscando preços de ocasião.

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