Litoral Norte celebra a qualidade do arroz
Seminário Arroz & Qualidade, promovido pela Associação de Arrozeiros, Sindicato Rural, Stil e Irga, levou cerca de 300 pessoas, de 25 municípios, ao espaço Qorpo Santo, em Santo Antônio da Patrulha.
Cerca de 300 pessoas, representanto 25 municípios, participaram do I Seminário do Arroz do Litoral Norte (Arroz & Qualidade), realizado ontem em Santo Antônio da Patrulha. O evento abriu pela manhã com a discussão e exposição de temas que relacionam o meio ambiente e a lavoura de arroz.
Foi registrada forte participação de instituições, ONGs e escolares nesta etapa do seminário, dentro de uma filosofia da organização de demonstrar a preocupação da orizicultura com o tema e que a cultura não apresenta caráter de grande poluidor do meio ambiente.
Na parte da tarde, a qualidade do arroz do Litoral Norte gaúcho foi enaltecida, debatida e justificada nas palestras e painéis. O presidente da Associação de Arrozeiros de Santo Antônio da Patrulha, Marco Aurélio Marques Tavares, explicou que há um conjunto de fatores que interferem na qualidade da lavoura norte-litorânea, a começar pela posição geográfica, vias de acesso e logística de transporte.
Do ponto de vista agronômico, ele cita fatores como o uso de cultivares apropriadas, clima e menor amplitude térmica e de umidade relativa do ar. Este conjunto, segundo Marco Aurélio, assegura um rendimento de até 67% de grãos inteiros, além de excelente qualidade sensorial e física. A topografia, de várzeas planas e sistematizadas, reduz custos e racionaliza a irrigação.
Um dos fatores importantes para o excelente resultado final do arroz colhido no Litoral Norte, segundo Marco Aurélio Marques Tavares, é o fato de 80% da armazenagem e secagem estar nas mãos dos produtores, que têm maior gestão no processo. Segundo ele, no Rio Grande do Sul apenas 15% da secagem e armazenagem está nas mãos dos produtores, índice que chega a 25% na Argentina e 45% nos Estados Unidos.
A conjugação destes fatores faz com que o Litoral Norte gaúcho alcance com facilidade médias de 67% de grãos inteiros, agregando ao arroz em casca preços até 10% maiores do que a média do Rio Grande do Sul. A fertilização e o equilíbrio nutricional da cultura ganhou destaque no debate, pois a região apresenta baixas produtividades em razão de ter solos com menor fertilidade.


