Mato Grosso fica fora do PEP

Erro do Mapa e da Conab coloca em risco a atividade da produção de arroz no Mato Grosso.

Surpresa e indignação no setor “arrozeiro” em Mato Grosso. O setor ficou de fora do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab )não cumpriram com o acordo firmado com as indústrias de Mato Grosso, na segunda quinzena de fevereiro. O primeiro edital já saiu e somente os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram beneficiados.

Com esta decisão, Mato Grosso que é o segundo maior produtor de arroz no país e, segundo fontes da própria Conab, o único que teve queda na produção estimada em 53,9% devido a dificuldade na comercialização e distância dos centros de consumo, foi preterido com resultados que podem ser irreversíveis.

Os representantes da categoria em Mato Grosso estão indignados, pois alegam que o benefício será dado para quem menos precisa, já que os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina não tiveram queda de produção e têm facilidades de logística inexistentes em nosso estado, como por exemplo, o frete marítimo.

Se a decisão da Conab não for corrigida, Mato Grosso será muito prejudicado com a perda do seu maior mercado (Norte e Nordeste) justamente na época em que mais precisa vender.

O acordo firmado com empresários e Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Alimentação do Estado de Mato Grosso (Siamt), no mês passado, previa o primeiro leilão dos papéis do governo para o dia 21 daquele mesmo mês.

O presidente do sindicato, Marco Antonio Lorga e comitiva de empresários do setor estiveram em Brasília pessoalmente em reunião com técnicos do Mapa – saindo de lá com a certeza do acordo – não entenderam até agora o porquê de Mato Grosso ter ficado de fora do incentivo.

A intervenção do governo federal em Mato Grosso iria incentivar o escoamento 30 mil toneladas de arroz. O volume responde por 7,5% das 400 mil toneladas de arroz da safra passada, estocadas nas mãos da indústria e dos produtores rurais mato-grossenses. A quantidade representa ainda cerca de 3% da safra atual, estimada em torno de 1 milhão de toneladas.

As conseqüências mais graves serão o desestímulo ao produtor rural (queda nos preços) e a paralisação do parque industrial ocasionando uma avalanche de demissões. O segmento emprega hoje aproximadamente 4.500 trabalhadores em Mato Grosso.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação (Siamt), Marco Lorga, ressalta que a exclusão do Estado no PEP colocará Mato Grosso em situação de extrema desvantagem em relação aos dois Estados do Sul, para os quais o benefício foi concedido. A entidade está buscando uma maneira de reverter à situação.

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