Mato Grosso plantou só 5% de sua lavoura

Clima, preços e estratégia para encurtar o período de oferta de arroz na safra, pois o Mato Grosso começa a colher no final de janeiro, influenciaram a decisão.

Apesar da época de plantio ter chegado na maioria dos estados produtores do Brasil, ainda há incertezas por parte dos agricultores que esperam uma definição mais clara do mercado para investir na cultura certa. Mato Grosso plantou aproximadamente 5% da área total estimada em 600 mil hectares (ha) para safra 2004/05 do arroz.

“A agricultura desempenha um papel importante na economia brasileira e tem proporcionado melhorias na qualidade de vida para a população que depende do bom andamento do setor. Ainda é grande a incerteza em relação às condições de mercado, o agricultor que não estiver preparado poderá sofrer conseqüências desagradáveis”, destaca o presidente da Associação dos Produtores de Arroz de Mato Grosso (APA/MT), Ângelo Maronezzi.

Investir em tecnologia para elevar a produtividade é o caminho para reduzir os custos de produção em uma safra que promete muitos frutos. Mato Grosso tem à disposição dos agricultores centros de pesquisas capacitados a desenvolver novas genéticas, tecnologias e manejos diferenciados que venham a atender as necessidades do agricultor e do mercado consumidor, onde a qualidade de grãos garantirá a boa comercialização.

Os resultados dessa busca por tecnologia x produtividade têm sido bem animadores. Segundo Maronezzi, a pesquisa possibilita ao produtor aquisição de materiais testados, aprovados e com tecnologia já comprovada.

A APA, juntamente com empresas que constituem o grupo Pró-Cultura do Arroz, implantou na área da Agro Norte parcelas da variedade Best 2000, já conhecida no mercado, e a linhagem ANF 130, em fase de teste, genética desenvolvida pela Agro Norte Pesquisa com objetivo de produzir 120 sacas de arroz por hectare, ou seja, 7,2 toneladas de grãos/hectare. Este desempenho é bem acima da média alcançada na região norte de Mato Grosso, registrada hoje, em média, a 3 toneladas por hectare.

“Usamos tecnologias novas para chegar onde chegamos, e o agricultor também pode aumentar a produtividade em sua lavoura”, ressalta Maronezzi, também presidente do Grupo Agro Norte. “Isso significa um grande avanço da cultura, pois com tecnologia bem desenvolvida e aplicada podemos chegar aos números que chegamos com experimentos maiores que os tradicionais”, aponta.

A implantação e manejo das parcelas, passo a passo de como deve ser feito, estão à disposição do agricultor no site www.agronorte.com.br

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