Mercado desaquecido no Mato Grosso
Poucos negócios e muitas dificuldades para comercializar o arroz é a realidade do segundo maior produtor do Brasil.
O mercado de arroz em casca e beneficiado continua em ritmo lento no Mato Grosso. Mesmo com a redução da pauta que gerou boa expectativa de negócios, não há compras expressivas por parte dos compradores paulistas.
O corretor Jorge Fagundes, da Futura Cereais, explica que São Paulo continua a comprar arroz no Rio Grande do Sul pelos preços e qualidade mais atrativas. Além disso, o preço do frete ainda não caiu no Mato Grosso, depois da alta provocada pela safra da soja. É mais um ingrediente que está contribuindo para esse desaquecimento, revela.
Outro fator importante, segundo Fagundes, é que o fardo de arroz em São Paulo, de acordo com cerealistas de Cuiabá, caiu R$ 2,00 na semana passada. Este cenário está prejudicando a venda do arroz procedente do Mato Grosso, pois torna mais competitivo o produto do Rio Grande do Sul e do Mercosul e retira competitividade do produto mato-grossense.
A colheita do arroz Cirad está gerando uma superoferta no MT, mas os cerealistas não se mostram receptivos neste momento, mantendo a preferência pela variedade primavera. As cotações mantém-se entre R$ 20,00 e R$ 21,00 para o arroz primavera em Sinop e Sorriso, principais praças do Mato Grosso.


