Mercado gaúcho tem pouca liquidez e preços firmes

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata, o baixo interesse no PEP reflete, principalmente, a dificuldade dos participantes em comprar o produto pelo preço de R$ 22,00 a saca.

O mercado de arroz em casca teve uma semana de pouca liquidez nas principais praças do Brasil. No Rio Grande do Sul, os preços do arroz em casca seguem firmes.

– Porém, a valorização já começou a esbarrar na capacidade das indústrias de beneficiamento em repassar esse aumento do custo nas negociações com as redes varejistas – explica o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata.

Em Alegrete, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, a saca de 50 quilos de arroz em casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 21,75, ante R$ 21,50 na semana passada. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a saca de 50 quilos custa R$ 21,50, ante R$ 21,00 na semana anterior. Em Sinop, no Mato Grosso, a saca de 60 quilos do primavera vale R$ 24,00. No mercado beneficiado, a saca de 60 quilos vale R$ 56,00 para o agulhinha tipo 1.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ofertou quase 7 mil toneladas de arroz do estoque público no Mato Grosso, em quatro leilões, na manhã desta quarta-feira. Apesar da dificuldade das indústrias de beneficiamento em adquirir matéria-prima em função da retração dos produtores, apenas 30 toneladas foram negociadas.

Na quinta-feira, a Conab realizou leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para 35.000 toneladas de arroz da safra 2006/2007 do Rio Grande do Sul e Santa Catarina – Aviso 440, sendo negociado 7,14% da oferta. Foram negociadas 2.500 toneladas para Santa Catarina, ou 50% da oferta, e não houve interesse para Rio Grande do Sul. O prêmio de abertura foi igual ao de fechamento: R$ 5,85 por saca. A operação rendeu R$ 292.500,00

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata, o baixo interesse reflete, principalmente, a dificuldade dos participantes em comprar o produto pelo preço de R$ 22,00 a saca.

Até agora, 1.679 contratos ou 17% dos 9.990 contratos de opção negociados no Rio Grande do Sul nos três primeiros leilões tiveram a antecipação do exercício. Essa taxa, considerada baixa, se justifica, principalmente, por três motivos: os produtores, beneficiados pela prorrogação das parcelas do custeio e investimento, estão preferindo exercer a opção na data final de vencimento; estão com dificuldade conseguir onde armazenar o produto; e/ou estão utilizando os contratos como garantia para retirar EGF.

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