Mercado ofertado. Preços pararam de cair
Produtores gaúchos estão ofertando arroz na faixa de R$ 24,00, mas a indústria só aceita pagar R$ 22,00. Varejo segue comprando e Uruguai volta a ofertar a preços muito baixos.
O arroz em casca teve uma semana bastante ofertada, com poucos negócios e cotações firmes no Rio Grande do Sul. Em quase todas as regiões o valor de R$ 22,00 tem sido a média de pagamento pelo saco de 50 quilos com 58% de grãos inteiros.
Os produtores estão ofertando arroz entre 58% e 60% de inteiros na faixa de R$ 24,00 a R$ 25,00, mas os raros casos de negócios realizados ficam na faixa de R$ 21,50 a R$ 22,00 para pagamento entre 10 e 15 dias, pois a indústria assegura que não consegue repassar valores maiores para o varejo.
O diretor de uma importante empresa da Fronteira-Oeste assegura que, exceto algumas grandes empresas que se abasteceram com bastante produto do Mercosul, as demais precisam comprar arroz para beneficiar, principalmente as cooperativas. O problema é que não conseguem repassar um valor de R$ 25,00 para o varejo.
Segundo o empresário, alguns engenhos gaúchos já negociam na faixa de R$ 29,50 FOB o fardo de 30 quilos de arroz tipo 1, o que gera uma grande pressão sobre o produto em casca. O varejo comanda as ações do mercado neste momento, reconhece.
No Mato Grosso não existe mais arroz primavera de qualidade, o que faz crescer a expectativa para a safra que começa em janeiro no Centro-Oeste. O arroz Cirad com 50% de inteiros é cotado a valores entre R$ 18,00 e R$ 19,00 em Sinop e Sorriso, chegando a R$ 21,00 posto em Cuiabá. No Sul catarinense houve aquecimento da oferta, mas as cotações estabilizaram na faixa de R$ 23,00.
URUGUAI
A novidade da semana fica por conta do Uruguai, que depois de 10 dias fora do mercado voltou a ofertar arroz a preços baixos para as indústrias gaúchas. A tonelada do arroz esbramado é ofertada a 238 dólares, produto posto em Eldorado do Sul, na Grande Porto Alegre. Isso representaria R$ 20,00 na equivalência ao saco de 50 quilos. O produto uruguaio chega a 62% de grãos inteiros. Os lotes ofertados, no entanto, são pequenos. Na faixa de 500 a mil toneladas e tem origem em produtores que descascam o arroz.
As grandes indústrias estão fora do mercado, tratando de cumprir apenas grandes contratos já firmados com grandes empresas brasileiras. Especula-se que o Uruguai tem apenas mais 50 mil toneladas de arroz para negociar. Outras 200 mil estariam negociadas com o Brasil para serem entregues até fevereiro.
BENEFICIADO
A semana do mercado do arroz beneficiado apresentou um panorama de cotações ligeiramente em queda e mais negócios do que o esperado. O varejo segue determinando pressão sobre os preços e comprando o indispensável, mas não houve a queda estimada para o movimento de fim de ano por causa das festas de Natal e Ano Novo. No Rio Grande do Sul há negócios firmados para supermercados paulistas na faixa de R$ 31,00 FOB (R$ 35,00 preço final). Em São Paulo, confirmam-se negócios com fardos de 30 quilos do Mato Grosso na faixa de R$ 31,00, posto.
As chamadas empacotadoras, empresas que adquirem arroz beneficiado e apenas embalam com suas marcas, voltaram a operar com mais força esta semana no Rio Grande do Sul. Há negócios confirmados com a venda de lotes de sacos de 60 quilos com arroz beneficiado a R$ 49,00 FOB Santa Maria (R$ 65, 00 preço final em São Paulo).


