Mercado parado, preços nominais em queda no RS

Semana de preços nominais mais baixos. Raros negócios no mercado do arroz.

O mercado brasileiro de arroz teve mais uma semana de “paradeira” total, em função das festas de fim de ano. Varejo e indústrias abastecidos para atender a demanda fraca prevista para janeiro mantiveram um mercado frio esta semana. Tendência que deve se manter ao menos na primeira quinzena de janeiro.

O mercado nominal do arroz em casca segue em baixa no Rio Grande do Sul, com preços variando entre R$ 21,25 e R$ 22,00 na maioria das regiões. Preços acima destes patamares apenas para o produto dentro da impresa (frete incluso) e as variedades nobres (Irga 417 e BR irga 409).

Quase a totalidade das indústrias está fora de mercado. As ofertas dos produtores cairam praticamente a zero, pois é intensa a preocupação com o processo de irrigação e monitoramento das lavouras para a ocorrência de pragas e doenças. O produtor está, nesta semana, mais preocupado em garantir a próxima safra do que em vender o que sobrou de produto do ciclo passado.

Com o mercado estagnado, os preços dos derivados seguem na mesma posição: quirera a R$ 19,50 e canjicão de arroz a R$ 26,00 (saco de 60 quilos) no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina

Em Santa Catarina os preços esfriaram um pouco, refletindo a queda do Rio Grande do Sul. Média de R$ 22,50 para o saco de 50 quilos do arroz de 58% de inteiros nos raros negócios fechados nesta semana no Sul catarinense. A novidade fica por conta do edital de leilão de 5 mil toneladas de arroz catarinense, pela Conab, para o próximo dia 10 de janeiro.

Mato Grosso

No Mato Grosso também devem ser confirmados leilões de arroz da Conab para a segunda semana de janeiro. A APA/MT anunciou que a área plantada já chega a 90% e prevê conclusão do plantio para o dia cinco de janeiro. O presidente do Sindicato Intermunicipal da Alimentação do MT, Marco Lorga, acredita em preços firmes já na safra, que deve alcançar seu pico entre fevereiro e março do próximo ano. Até lá, os leilões da Conab devem continuar garantindo o abastecimento da indústria.

Indicadores

O indicador de preços do arroz do Cepea/Esalq e BM&F, aponta em novembro uma retração de 6% nos preços do cereal em sacos de 50 quilos, com 58% de grãos inteiros, colocados na indústria gaúcha (preço final). Nesta quinta-feira o indicador era de R$ 22,71, exatos 20 centavos a menos do que o preço registrado no último dia 20/12.

Varejo

Os consumidores, ao contrário do que esperavam para este final de ano, seguem encontrando arroz a preços muito baixos. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre é normal encontrar produtos de marcas bastante conhecidas entre R$ 6,00 e R$ 7,00 nas gôndolas e com ofertas que chegam a R$ 5,70 para o arroz do tipo 1, em sacos de 5 quilos. A indústria consegue manter a venda do fardo (com baixíssimo nível de negócios) na faixa de R$ 34,00 (final em São Paulo, preço a vista), mas há negócios na faixa de R$ 30,50 para marcas menos conhecidas ou indústrias que aparentemente enfrentam maiores dificuldades de colocação no varejo.

Tendência

A tendência do mercado brasileiro de arroz para a próxima semana é de baixo nível de comercialização, com preços mantendo os patamares atuais ou até uma ligeira queda. Isso ocorre em função da baixa demanda pelo produto pelo varejo que está abastecido e pelas grandes indústrias que têm estoques suficientes para esperar a próxima safra e uma demanda maior do varejo no final de janeiro.

A expectativa para o ano é mais animadora. Com a previsão de um déficit de 500 mil toneladas de arroz no Brasil em 2007, espera-se preços aos produtores mais ajustados aos custos de produção.

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