Morre o orizicultor Rubens Dantas da Silveira

Orizicultor foi declarado “Homem do Arroz” em 2004 pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) em 2004.

Morreu nesta segunda-feira aos 88 anos o orizicultor Rubens Dantas da Silveira. Os atos de sepultamento ocorreram segunda-feira à tarde, no Cemitério São Francisco de Paula, em Pelotas. Vítima de complicações de um AVC ocorrido há cerca de um mês, o agropecuarista permaneceu hospitalizado durante o período de convalescência no Hospital São Francisco de Paula.

Rubens Silveira nasceu em São Lourenço do Sul, onde permaneceu durante a juventude e aprendeu a tarefa de comandar as embarcações de carga da família. Em 1942, com a experiência de embarcado, o futuro empresário do meio rural alçou vôo. Junto com dois amigos, Plínio Luiz Pereira da Silva e Euclides Raupp, adquiriu o barco Cristal.

– Na verdade, os amigos compraram a embarcação e ele entrou com o trabalho, já que não tinha dinheiro”, explica o filho primogênito, Rubens Pinho Silveira, ao destacar a experiência do pai em navegação apesar de na época ter cerca de 25 anos. O Cristal, com capacidade para carregar até 2,5 mil sacos de arroz, fazia percursos entre Camaquã, São Lourenço do Sul, São José do Norte e Pelotas.

A investida bem-sucedida deu fôlego para que Rubens Silveira apostasse na diversificação. Com a ajuda do amigo Plínio Pereira da Silva, que lhe cedeu terra e água em Camaquã, plantou 17 hectares de arroz. Era o ano de 1946.

Bastaram quatro safras para que o trabalho na embarcação fosse trocado pela nova atividade. A dedicação, agora exclusiva, às lavouras de arroz não deu em outra: crescimento vertiginoso do negócio. Tanto que em 1950, junto com Florindo Torres Simões, Silveira implantou uma lavoura na Estação do Taim. O resultado agradou. E em 1953 foi comprada a Estância da Queimada, onde a família mantêm lavouras até hoje.

PRÊMIOS

As inúmeras homenagens e títulos conferidos a Rubens Silveira ao longo da vida ocupam espaço de destaque na casa da família, em Pelotas. No armário onde estão reunidas as insígnias, são facilmente visualizadas as placas de Arrozeiro Emérito (1996) e Homem do Arroz (2004), concedidas pela Federarroz.

Incentivador da pesquisa, o orizicultor foi conselheiro por 25 anos ininterruptos do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). Autarquia na qual atualmente o filho Rubens Pinho Silveira ocupa o cargo de diretor comercial.

– Ele deixou um legado, exemplo para todos nós. Deixa um vazio – assim resumiu o primogênito do navegador que se aventurou pelas águas das lavouras de arroz irrigado.

FAMÍLIA

Rubens Dantas da Silveira foi casado durante 56 anos com Leda Pinho Silveira. Deixa três filhos (Rubens, Roberto e Ronaldo) e seis netos.

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