Nova safra de arroz da Ásia pesa nas cotações da Índia
Tailândia já vendeu 4 milhões de toneladas
O Vietnã aposta em acordo de vendas para as Filipinas, enquanto governo indiano compra agressivamente arroz em casca de seus produtores.
Os preços de exportação de arroz da Índia caíram esta semana devido ao bom abastecimento da nova temporada e à desvalorização da rúpia, enquanto os traders do Vietnã esperam novos pedidos das Filipinas, mesmo com o baixo abastecimento doméstico.
As taxas de variedade parboilizada 5% quebrados do principal exportador global <RI-INBKN5-P1> foram cotadas a US $ 366 – $ 370 por tonelada esta semana, abaixo dos US $ 370 – $ 375 da semana passada.
Os suprimentos têm aumentado nos estados do sul e leste com a safra de arroz semeado no verão, relatou um exportador baseado em Kakinada, no estado de Andhra Pradesh, no sul.
"O governo tem comprado grão em casca de forma agressiva, mas ainda há uma grande quantidade de arroz disponível para os comerciantes", afirmou.
As aquisições de arroz em casca de agricultores locais, na Índia, na nova temporada aumentaram 21% no final de outubro.
No vizinho Bangladesh, a produção pela chuva ou safra de Aman deverá cair até 15% este ano, devido às inundações repetidas e chuvas excessivas, disse um alto funcionário do Ministério da Agricultura.
Com as quedas, as compras domésticas do governo na próxima temporada de colheita podem sofrer um revés quando o preço do grão básico subir, disseram os traders.
Os preços do arroz quebrado 5% <RI-VNBKN5-P1> do Vietnã foram pouco alterados em US $ 493- $ 497 por tonelada, em comparação com US $ 495 por tonelada na semana passada.
A demanda deve aumentar no final deste mês com a antecipação de novos pedidos das Filipinas, que tem sofrido com enchentes e tempestades recentemente, assegurou um trader da cidade de Ho Chi Minh.
No entanto, agentes disseram que os suprimentos domésticos estão diminuindo e os embarques em novembro provavelmente não excederão as vendas de outubro.
Os preços de referência do arroz 5% quebrado da Tailândia <RI-THBKN5-P1> caíram para $ 455- $ 458 de $ 452- $ 480 uma semana antes. Dois traders de Bangkok atribuíram a mudança de preço a uma demanda silenciosa e ao fornecimento recebido.
A Tailândia exportou mais de 4 milhões de toneladas de arroz entre janeiro e setembro deste ano, uma queda de 31,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com novos dados da Associação de Exportadores de Arroz da Tailândia (TREA). (Com agências internacionais).



3 Comentários
Segundo a reportagem o RI – VNBKN5-P1 custa hoje U$ 493 a tonelada, valor que convertido ao câmbio nacional atual ( 5,39 ) daria R$ 2.657,27 a tonelada do beneficiador vietnamita. Pelo fato de não ser um trader, de eu não participar do mercado internacional de arroz, adoto aqui uma postura de questionamento e não de dono da verdade. Mas acho saudável levantar a questão que se segue.
Um Container de 20 pés carrega até 22,36 toneladas com custo médio de frete marítmo de R$ 1.200 por container saindo da Asia para o Brasil ( por fontes de pesquisa na internet – vide mencioando acima, não sou trader ) teria um valor final de R$ 60.616,56. De maneira que sairia portanto R$ 2.710,91 a tonelada do RI – VNBKN5-P1, o que daria 2,71 por kilo e R$ 81,33 por fardo de 30kg.
Pegando esse custo posto em porto Brasil, ainda existem alguns outros custos como empacotamento, custos e taxas portuárias brasileiras e frete terrestre ao varejo. Adotando de forma generalista um custo de empacotamento de 5%, um custo de taxas portuárias brasileiras de R$1,00 por fardo e um custo de logística terrestre para entregar ao varejo com raio de 300km do empacotamento de R$ 5,00, teremos um custo final do arroz importado de R$ 91,39 o fardo de 30kg. Abaixo em ao menos R$ 30 reais da média praticada no Centro Sul brasileiro por empresas nacionais.
Se o dito acima for verdadeiro, a indústria que importar arroz de fora estará mais competitiva que as que contam apenas com matéria prima nacional?
Creio que são valores CIF… Inclua no seu cálculo o valor do frete asia-brasil e o transporte do porto até a indústria para ver a quanto vai o seu cálculo seu Felipe… Além do que há o risco de estar amarelado, fedido, quebrado, etc. pois o risco de compras as cegas são muito altos! Não tem como comparar com o produto nacional e, nem tentar fazer recuar o preço interno com esses pixuá de fora. Vocês terão que se acostumar a valorizar nosso arroz que sempre foi barato e, que, não cairá de preço com a especulação! Saibam respeitar a lei da oferta e da procura e todos sairão ganhando!
Os valores do frete Asia-Brasil já foram contemplados ( R$1.200 por container de 20 pés – salvo aqui a erroneidade latente, da qual mencionei no enunciado ) , o transporte do Porto até a Indústria não foi contemplado em minha conta, concordo, pois então vamos aferir mais R$ 3,00 por cd 30kg ( convertidos já em fardo para equilizar a comparação ), visto que o Porto poderia ser o de Santos e existem uma infinidade de empacotadores no raio de 200km do Porto de Santo.
Portanto, vamos aumentar em R$ 3,00 na minha conta, por fardo.
Sobre a qualidade do produto atracado no Brasil ser essa que o SR. menciona, fedido, quebrado, e outras peculiaridades de uma comrpa como essa, eu só tenho a dizer o seguinte: Contratos comerciais internacionais não têm órgãos mediadores? Não existe contrato que ateste qualidade e padronagem? Não tem corretores que se asseguram dessas questões para os compraddores? Caso todas as respostas sejam negativas, devo concordar, é uma compra às cegas! Daí vale mensurar o risco, se possível.
Sobre a valorização do nosso arroz, acredito que eu tenha deixado muito transparente em todos os meus comentários por aqui e em outros fóruns que participo que o arroz brasileiro deveria ser melhor valorizado pois senão ele iria escassear cedo ou tarde, seja pela perda de volume safra, seja pela exportação a mercados que paguem melhor. Pois bem, dito isso, eu não mencionei vontades pessoais em meu comentário acima, minhas vontades pessoais de nada têm servem a cadeia orizícola, o que eu fiz foi tentar transferir para a nossa realidade valores de outros produtos similares concorrentes à nossa matéria prima nacional. E, através disso, tentar buscar o entendimento de uma consequência dessa concorrência em nosso mercado doméstico. }
Repito, e aferindo R$3,00 a mais à conta inicial, teríamos um RI- VNBKN – P1 por R$ 94,39 de custo operacional. Faltando ainda, o lucro ao empresário que vender esse arroz, que podemos colocar ai, sei lá 10%. Ou seja, se os cálculos estiverem perto de uma realidade, esse arroz ao varejo de SP ficaria por R$ 103,83 ( 17,30 o pacote de 5kg ) . Podendo estar presente nas prateleiras por R$ 17,98. Daí a pergunta: Se for verdade, a depender de uma qualidade mínima de tipo 1, teria uma venda no PDV?
Arrisco-me a dizer que sim.
Cordial Abraço,
De quem não tem a menor intenção de fazer terrorismo contra nosso produtor e ou indústria, mas sim, tentar entender os trade-offs possíveis nesse entressafra.