Novo modelo de gestão para o Instituto Rio Grandense do Arroz será proposto a Leite

Na tentativa de resolver problemas como o da migração para a iniciativa privada de servidores do Irga em razão dos baixos salários, entidades devem propor alternativas ao governador eleito.

Uma das heranças que o governador eleito do RS, Eduardo Leite (PSDB), receberá ao assumir o comando do Estado é a preocupação com a perda de profissionais no Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A baixa remuneração faz com que servidores migrem para empresas privadas. A remuneração de técnico superior orizícola é de R$ 4,3 mil – vaga em instituição de ensino, por exemplo, costuma pagar mais do que o dobro.

No último concurso do órgão, 332 pessoas foram nomeadas. Desse total, 159 sequer aceitaram a vaga. E 44 deixaram a instituição (17 engenheiros agrônomos, nove técnicos agrícolas, sete administrativos com formação superior e 11 de nível médio).

– O motivo que leva a sair é a falta de perspectiva. Em três anos, ganhei R$ 127 de aumento – desabafa um servidor.

Projeto de lei avaliado na Assembleia tentava resolver o problema. Mas não entrou em vigor.

– Enquanto não tivermos forma de equalizar salários e não acertarmos a questão das promoções, as pessoas continuarão saindo – avalia Guinter Frantz, presidente do Irga.

Na tentativa de dar solução definitiva, proposta de mudança do modelo de gestão do Irga será apresentada a Leite. Representantes de entidades do setor produtivo trabalham com duas proposições. Uma delas seria transformar o instituto em uma organização social.

– Isso daria uma gestão muito mais eficiente ao Irga. Precisamos resolver definitivamente essa questão do quadro. O problema não foi tratado da maneira que deveria – avalia Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz).

Vale lembrar que o órgão tem recursos próprios, vindos de taxa cobrada por saca de arroz e que chegou a R$ 83 milhões em 2017.

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