O Brasil precisa comer mais arroz
O engenheiro químico Gilberto Wageck Amato, do Irga, salienta que a meta é aumentar o consumo no Brasil em cinco quilos em cinco anos, fazendo com que cada brasileiro coma em média 40 quilos do cereal a cada ano.
Com o aumento da produtividade do arroz, o Brasil alcançou a auto-suficiência. Agora, é preciso resolver o problema do excedente, apontado como um dos fatores responsáveis pela crise que atinge a cadeia produtiva. Elevar o consumo interno é uma das alternativas. O engenheiro químico Gilberto Wageck Amato, do Irga, salienta que a meta é aumentar o consumo no Brasil em cinco quilos em cinco anos, fazendo com que cada brasileiro coma em média 40 quilos do cereal a cada ano.
– Nossa idéia é incentivar o consumo do arroz rio-grandense, promovendo a sustentabilidade da orizicultura e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e da saúde da população – enfatiza Amato.
Produzindo um arroz longo fino de alta qualidade, o Rio Grande do Sul é responsável hoje por 55% da produção, constituindo-se no maior produtor e exportador para outros estados brasileiros. Porém, conforme Amato, o consumo médio per capita de arroz beneficiado na região sul é de 17 quilos por ano, a metade da média nacional.
Para aumentar o consumo, o Irga está difundindo entre os consumidores as características sensoriais, nutricionais, funcionais e terapêuticas do arroz. De acordo com Amato, são vários os produtos derivados que podem ser produzidos como biscoitos, cereais matinais, óleo e massas. Durante a 14ª Fenarroz, o Irga ofereceu aos participantes das palestras técnicas pizza, onde a massa foi feita com farinha de arroz.
FARINHA – Uma das alternativas para aumentar o consumo é a utilização dos derivados de arroz na indústria de panificação. Atualmente, a indústria utiliza cerca de 10 milhões de toneladas de trigo na panificação. A entrada do arroz neste setor serviria para escoar o cereal. Para a nutricionista Angélica Magalhães, 100% da massa de biscoitos e macarrão podem ser produzidos com a farinha de arroz.
Já para pães com fermento biológico, os resultados são viáveis em mistura com no máximo 30% da farinha, já que a fermentação necessita do glúten (proteína do trigo). Ontem, ela ministrou uma oficina para 18 pessoas no estande no Irga, na 14ª Fenarroz, onde ensinou aos participantes receitas de massa de panqueca, torta de banana e lasanha.
OS NÚMEROS
Brasil precisa aumentar o consumo em 5 quilos em 5 anos


