Orizicultor poderá contratar CPR para pagar última parcela do custeio
Os juros da CPR são de 1,5% ao mês com vencimento entre 60 e 90 dias.
O Banco do Brasil disponibilizou nesta quarta-feira 17 R$ 50 milhões para os produtores de arroz contratarem CPR Cédula do Produto Rural – para o pagamento da última parcela do custeio que vence até o dia 20, estimada em R$ 82 milhões. A informação é do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), que atendendo pleito da Câmara Setorial do Arroz, solicitou a prorrogação dessa parcela para o mês de janeiro. O argumento usado foi em decorrência do atual quadro de comercialização que apresenta preços bem abaixo do custo de produção.
Segundo o parlamentar, o produtor poderá optar em fazer a CPR para pagar o custeio e aguardar a recuperação dos preços para efetuar a comercialização da safra e quitar seus compromissos. Os juros da CPR são de 1,5% ao mês com vencimento entre 60 e 90 dias.
BANCADA GAÚCHA
Na reunião desta quarta-feira da bancada gaúcha com o governador Germano Rigotto, o deputado Luis Carlos Heinze voltou a cobrar a implementação de mecanismos capazes de protegerem os produtores brasileiros de arroz, trigo, alho, vinho e cebola frente a entrada desleal de produtos do Mercosul.
Na ocasião, o deputado Heinze apontou algumas saídas para proteger o mercado interno e impedir, consequentemente, o aumento do desemprego no campo e a queda da produção nacional: “Temos que analisar as particularidades de cada segmento. Mas, de um modo geral, há três propostas: a criação de tarifas, a imposição de cotas ou o escalonamento de épocas para os recebimentos dos produtos”, disse.
Heinze, que até então negociava sozinho com o governo, ganhou o apoio de mais três parlamentares da bancada gaúcha: Francisco Turra (PP), Pompeo de Mattos (PDT) e Paulo Pimenta (PT).


