Orizicultor quer novo leilão de PEP

O setor esperava um prêmio de R$ 120,00 por tonelada, mas o governo fixou o valor em R$ 90,00.

A preocupação das indústrias de arroz se confirmou e o primeiro leilão de Prêmio para Escoamento da Produção (PEP) de cereal ficou abaixo das expectativas. O pregão, realizado ontem pela Conab, escoou apenas 32% das 70 mil toneladas ofertadas, o equivalente a 22,5 mil toneladas do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Dos 28 lotes, somente nove foram negociados.

– O resultado mostra que, embora o mecanismo esteja bem desenhado, houve desinteresse em função do baixo valor do prêmio – acredita o diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares.

O setor esperava um prêmio de R$ 120,00 por tonelada, mas o governo fixou o valor em R$ 90,00. A expectativa da Federarroz é que se repita o que aconteceu no ano passado, quando o primeiro leilão de PEP também ficou com o resultado aquém do esperado em função do prêmio e o governo realizou um novo pregão com os números recalculados.

– Vamos voltar a tratar com a Conab para que tenhamos outra oportunidade, mas com o valor do prêmio inicialmente proposto, de R$ 125,00, ou seja, R$ 6,25/sc – diz.

O Sindarroz também vai se mobilizar para um novo pregão.

– O plano é entrar em contato com o governo para revisão dos cálculos – diz o presidente do sindicato, Élio Coradini.

Para ele, esse foi o motivo da pouca procura. O superintendente da Conab/RS, Carlos Farias, reconhece que o pregão sinaliza que o preço não foi atrativo para a indústria. Ele acredita que exista espaço para melhorar o valor, uma vez que o governo tem interesse no escoamento. Mas, a decisão, no entanto, é tomada pela matriz da companhia, em Brasília. De acordo com o diretor comercial do Irga, Rubens Silveira, o objetivo do leilão era abrir novos mercados para as exportações e atrair outras indústrias que ainda não estavam exportando.

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