Palestra vai destacar técnicas de plantio de arroz em áreas velhas
Evento em Sinop gera grande expectativa na cadeia produtiva do arroz do Centro-Oeste.
Nos dias 23 e 24 de setembro acontecerá em Sinop a 11º Edição do Seminário da Cultura do Arroz e Dia de Campo. O seminário será realizado pela APA e grupo Pro-Cultura do Arroz.
As diferentes técnicas de manejo podem contribuir com a preservação do meio ambiente é sobre essa questão que as palestras abordarão assuntos sobre: nutrição da cultura do arroz em manejo de rotação, recomendação de produtos por base genética focado para a cultura do arroz, as técnicas de plantio de arroz em áreas velhas e suas vantagens, apresentação de nova geração de arroz, manejos de pragas de solos e emergentes da cultura do arroz. Também serão apresentadas novidades do mercado para controle de doença do arroz (brusone), informações de lei de proteção de cultivares, indicação de cultivares de arroz, as tendência do mercado de arroz, uso de recursos ambientais e de insumos.
O engenheiro agrônomo Mairson Santana, gerente comercial da AgroNorte, será um dos palestrantes. Ele vai falar sobre Técnicas de Plantio de Arroz em Áreas Velhas.
– Quebrar paradigmas tem sido uma tradição do agricultor mato-grossense. Desbravar o cerrado, quebrar recordes de safra e produzir alimento em terras que há poucas décadas atrás eram consideradas inaptas para a agricultura tem trazido ganhos significativos no desenvolvimento do agronegócio do país – afirma.
A cultura do arroz ajudou a desbravar o cerrado e é a cultura que melhor se adapta as condições de baixa fertilidade, acidez e condições de solo e áreas de abertura, segundo Mairson Santana.
Segundo Santana, plantar arroz em áreas velhas, bem niveladas, e com anos de cultivos até pouco tempo era inviável porque não havia como competir com os custos e produtividades que se obtinha em áreas novas no primeiro e segundo ano de cultivo. Além disso, havia muita áreas em abertura e principalmente a dificuldade no controle de ervas daninhas limitava a produção em rotação com outras culturas.
– Os tempos são outros e as áreas novas serão cada vez menos. A tendência é de em poucos anos diminuir drásticamente a quantidade de áreas novas no Estado.
Seguno ele, o agricultor cada vez mais terá que ser o produtor de fertilidade do solo preocupado com o sistema de produção de sua fazenda e não mais um produtor de soja, milho, arroz, gado isoladamente; a integração e a rotação é o futuro que por necessidade de adequação do negocio ao mercado, recuperação do solo e manutenção da fertilidade do solo terá que praticar sistemas de cultivos.
Ele explica que o arroz em áreas velhas “vai muito bem desde que as condições de solo para que a planta desenvolva seja propiciada pelo agricultor”.
A entrada do arroz no sistema de produção dever ser bem planejada na rotação com outras culturas, para isso o nível de matéria orgânica, o nível de compactação, o nível de fertilidade do solo e o balance nutricional deve ser considerados. Alem do mais a cultivar a ser usada também influência na tomada de decisão, pois há o efeito de potencial produtivo, ciclo, manejo do nitrogênio, densidade de plantio e data de plantio.
– A cultura do arroz em terras velhas apresenta grandes vantagens no sistema de rotação de cultura. Principalmente pelos hábitos de crescimento, sistema radícular, banco de ervas daninhas e seu controle, interrupção do ciclo de pragas e doenças, e exigência nutricionais diferentes a cultura principal – que nesse momento é a soja em nossa região. Sem contar que não há maiores investimento pois os equipamentos e maquinários são praticamente os mesmos, basta adequar ao sistema de produção – concluiu.


