Para CNA, prorrogação da dívida dos arrozeiros é tardia

Muitos já haviam pago as parcelas e sacrificado o produto, vendido a preços muito baixos
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O vice-presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Carlos Sperotto, afirma que é tardia a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que autoriza a prorrogação de parcelas da dívida de produtores de arroz para 2006.

– A prorrogação veio tardiamente. Os produtores já haviam quitado parcelas e sacrificaram o produto, que foi comercializado aquém dos preços esperados -, diz ele.

Sperotto argumenta, ainda, que a prorrogação restringiu recursos disponibilizados para o custeio da próxima safra. “Isso causa uma minimização dos recursos disponibilizados ao setor.”

Na semana passada, o CMN autorizou a prorrogação do pagamento de parcelas da dívida de custeio dos agricultores que venceram em julho e agosto. A medida estende esse pagamento para março e abril de 2006. O Banco Central ainda precisa regulamentar a decisão para o início de sua vigência.

Dados do Ministério da Agricultura indicam que a medida envolve cerca de R$ 2 bilhões em crédito agrícola. Os agricultores precisam comprovar que possuem o produto armazenado para ter acesso ao benefício. Além disso, a resolução do CMN prevê que os produtores terão acesso a novos créditos com um valor máximo correspondente à diferença entre o limite autorizado para a nova temporada agrícola e os valores das operações envolvidas na concessão de prazo adicional de quitação.

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