Parlamentares defendem medidas para os arrozeiros

Deputados gaúchos estão solicitando, para os próximos dias, audiências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador Germano Rigotto para reforçar as reivindicações dos produtores de arroz.

As comissões do Mercosul e Assuntos Internacionais e da Agricultura da Assembléia Legislativa estão solicitando, para os próximos dias, audiências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador Germano Rigotto para reforçar as reivindicações dos produtores de arroz. A decisão foi tomada ontem, durante reunião conjunta das duas comissões presididas pelos deputados Berfran Rosado (PPS) e Elvino Bohn Gass (PT).

O presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Valter Pötter, frisou que pela 47º vez está apresentando ao poder público os problemas e soluções para o setor. Entre as alternativas, Pötter destacou a suspensão imediata pelo governo federal das importações do arroz ou a taxação do produto importado em 50% para compensar os desequilíbrios tributários e cambiais do Mercosul.

A entidade pediu ainda o controle rigoroso nas balanças de pesagens e a realização de exames fitossanitários no arroz que entra pelas fronteiras do Rio Grande do Sul.

– Queremos também que a União garanta a comercialização da safra para regularizar o mercado, a revisão do preço mínimo que está defasado em relação aos custos reais de produção e a prorrogação dos compromissos financeiros bancários – afirma.

Pötter acrescenta que a isenção do Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na operação de compra e venda do arroz e a participação ativa do Executivo gaúcho na implementação da reforma tributária são algumas das reivindicações apresentadas ao governo do Estado.

O presidente do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), Pery Coelho, salienta que o governo federal precisa comprar emergencialmente o arroz gaúcho que está estocado. Na opinião do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, o Mercosul precisa revisar suas regras e os acordos firmados, com a participação e contribuição dos produtores rurais. Em Itaqui, produtores ruruais mantêm a mobilização que impede a passagem de carregamentos com arroz produzidos na Argentina.

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