Piora ainda mais o desempenho do setor de máquinas

Crise na agricultura nacional com baixos preços praticados nas áreas de arroz, soja, algodão entre outros produtos reduz a demanda e a produção de máquinas no Brasil.

O desempenho das indústrias de máquinas agrícolas piora mês a mês, e o setor não prevê melhora até agosto, quando os agricultores do Brasil e da Argentina – destino de dois terços das vendas brasileiras de colheitadeiras e um terço de tratores – definem o plantio da safra de verão e as compras de insumos.

Persio Pastre, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), disse que a renda do agricultor está menor neste ano e a melhora do setor vai depender do desempenho das cotações agrícolas nas bolsas internacionais.

Entre janeiro e abril, a produção de máquinas caiu 13,1%, para 18.758 unidades. Até março, a queda era de 11,6%. A produção de colheitadeiras no quadrimestre baixou 58,9%, para 1.615 unidades. As vendas no mercado interno recuaram 30,5%, para 8.112 unidades. Até março, a queda era de 27,8%. O pior resultado também foi de colheitadeiras, com queda de 67,6%, para 756 unidades.

As exportações – que mais uma vez devem garantir o ritmo de produção do setor no ano – aumentaram 15,3% até abril, para 11,4 mil unidades. O ritmo ficou mais lento, com a queda de 10,2% nos embarques em abril sobre março, para 2.986 unidades. No primeiro trimestre, a alta era de 20,8%.

Pastre disse que deve se reunir com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos da CUT na próxima semana para discutir uma ação conjunta visando evitar novas demissões no setor, que desde dezembro reduziu seu quadro em 1,7 mil pessoas, para 13.171 funcionários, segundo dados da Anfavea.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter