Pouco mais de 40% dos arrozeiros gaúchos pagaram custeio

O levantamento inicial do Banco do Brasil, ainda em fase de conclusão, demonstra que menos da metade dos arrozeiros pagaram a primeira parcela do custeio da safra.

Menos da metade dos arrozeiros gaúchos que tomaram recursos para a safra pagaram a primeira parcela do custeio. Segundo informou o gerente de Agronegócio do Banco do Brasil para o Rio Grande do Sul, José Kochann Sobrinho, pouco mais de 40% dos produtores honraram o compromisso dentro do prazo, mas muitos arrozeiros continuam comparecendo ao banco para efetivar o pagamento. Estes dados foi levantados em uma estimativa inicial, que ainda está sendo atualizada para divulgação oficial.

Ele reconhece que este baixo índice de adimplência com o custeio tem dois motivos importantes: a expectativa pela prorrogação de custeio que foi gerada por meio das tratativas entre lideranças e o governo federal e a falta de liquidez da safra gaúcha. Segundo Kochann Sobrinho, a expectativa de uma prorrogação dificulta o pagamento, mas ele reconhece que é um direito do agricultor esperar mais alguns dias para ver se realmente haverá prorrogação.

– Todavia, mesmo entendendo as dificuldades que o produtor enfrenta por questões de mercado, o banco está orientando suas agências a buscar a quitação da parcela com seus clientes, até porque estes recursos são necessários para financiar a próxima safra – frisa.

Na próxima semana o Banco do Brasil deverá divulgar dados mais concretos sobre o pagamento da primeira parcela do custeio, que venceu de 15 a 20 de julho. Esta semana, o mercado caiu até R$ 1,00 por saco de arroz no Rio Grande do Sul, demonstrando maior pressão de oferta por parte dos produtores, exatamente para a quitação da parcela de custeio.

Ainda segundo José Kochann Sobrinho, nas maiores agências até 75% dos agricultores compareceram para quitar o débito. Houve, porém, agências onde a inadimplência é que chegou próxima de 75%. Segundo ele, cabe ao Banco do Brasil tomar agora as providências para reaver os recursos.

– Acreditamos que até o final desta semana estes números possam evoluir – frisa.

NEGOCIAÇÕES
O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), esteve em contato com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal. O objetivo é ampliar o benefício concedido aos orizicultores da Bahia e do Centro-Oeste, que tiveram suas parcelas de custeio prorrogadas. Heinze pede a rolagem das prestações de junho, julho e agosto – do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – para os meses de março e abril de 2006.

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