Preço do arroz leva agricultor a diversificar renda

A rizicultura ainda é responsável por 90% da economia do município de Turvo, em Santa Catarina, mas a bananicultura, a avicultura, a suinocultura, a piscicultura e a criação de avestruz crescem com respaldo da prefeitura, que incentiva a implantação e o crescimento dessas atividades. .

A instabilidade nas negociações do preço do arroz nos últimos anos levou os agricultores do município de Turvo, no Extremo-Sul de Santa Catarina, a procurar alternativas de renda e diversificar a economia local.

A rizicultura ainda é responsável por 90% da economia do município, mas a bananicultura, a avicultura, a suinocultura, a piscicultura e a criação de avestruz crescem com respaldo da prefeitura, que incentiva a implantação e o crescimento dessas atividades.

Os 75 bananicultores do município organizam-se em cooperativa, com apoio da Cidasc; a prefeitura busca parceiros para construir quatro açudes modelos para a criação de tilápia e carpa, além de disponibilizar máquinas e facilitar a construção de aviários.

– Incentivar novas atividades aumenta a mão-de-obra familiar, gera emprego para as futuras gerações, para que não abandonem as propriedades e invistam nelas. O preço do arroz está muito baixo, o agricultor praticamente paga para produzir – destaca o secretário municipal de Agricultura, Osvino Ranakoski.

O agricultor Ariovaldo Carlessi, de 60 anos, planta arroz, milho e cria suínos. Para a família, há 10 anos, a suinocultura era uma alternativa, e hoje se tornou fonte de renda, com lucro 20% superior ao do arroz.

A família de Samuel Neotti, de 34 anos, trabalha a produção de suínos, integrada com o frigorífico Seara. Com 380 matrizes, mantém a atividade paralela à rizicultura e pretende ampliar as matrizes de suínos.

Para isso, os Neotti buscam com a prefeitura uma parceria para a coleta de esterco e distribuição aos agricultores locais, alternativa também para a redução de gastos com adubos e da poluição ambiental.

– Enfrentamos uma crise da carne suína nos anos de 2001 e 200 e até pensamos em desistir da atividade, mas o setor se recuperou e passamos a investir ainda mais. Hoje entregamos até 600 suínos para o frigorífico mensalmente, o que nos possibilita lucrar até R$ 40 mil por mês com a criação – comemora.

Os Neotti plantam 20 hectares de arroz e colhem 225 toneladas por ano, mas a prioridade é a suinocultura. Os quatro irmãos se revezam nos cuidados e fazem até plantão.

– É preciso gostar da atividade, pois requer investimento alto. Incentivamos os agricultores a apostar na ampliação da suinocultura – diz.

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