Preços do arroz de volta ao topo na Zona Sul

 Preços do arroz de volta ao topo na Zona Sul

(Por Cleiton Evandro dos Santos, AgroDados/Planeta Arroz) O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul aqueceu a partir do meio desta semana. Embora já seja uma tendência que antecipamos nas últimas análises, o movimento desta reta final de setembro também tem o impacto do famigerado “bloco K”, com muita gente tentando escapar de sobretaxas em função da lentidão do mercado ao longo de setembro. De qualquer maneira, as cotações subiram, e a expectativa é de que se mantenham. “Subiram”, talvez seja um pouco de otimismo.

Elas, de fato, retornaram a patamares nos quais já estiveram em 2021 e em 2022, que é a faixa de R$ 80/83 (brutos, posto na indústria) em Pelotas e até R$ 86,00 para o arroz em casca colocado no porto de Rio Grande. Mas, estes são lotes complementares para as cargas que já estavam negociadas pelas tradings e serão embarcadas em navios que ainda tinham algum espaço extra nos porões. A expectativa, apesar do atraso em alguns embarques, é de que as exportações voltem a bater acima das 200 mil toneladas em setembro. Para outubro, a line up também indica movimentação próxima ou até superior a este patamar. As cooperativas estiveram bastante ativas em negociações com tradings esta semana.

Nas demais regiões gaúchas houve uma leve reação pelo aumento da demanda industrial a partir de quarta-feira, mas ainda assim os preços do produto em casca estão muito descolados da Zona Sul, especialmente na Região Central e Campanha. Descolados também estão as cotações da matéria-prima do fardo beneficiado comercializado entre indústria e varejo. As margens são mais curtas para a indústria porque o varejo segue resistindo a repasses e considera o aumento de preços do arroz sensível à opinião pública.

Entretanto, no varejo se nota preços mais elevados nas últimas seis semanas, embora com reajustes de poucos centavos semana a semana, os valores tem sido elevados. Não se vê esse comportamento no fardo, ao menos até agora.

As lavouras gaúchas e catarinenses avançaram o plantio. Santa Catarina já estaria com praticamente metade das áreas semeadas até os primeiros dias de outubro, enquanto o Rio Grande do Sul teria cerca de 20%, segundo as consultorias privadas.

A tendência é de que as cotações, tanto do arroz em casca quanto do beneficiado, mantenham a trajetória de alta. Além de um cenário internacional favorável, há uma redução considerável na área semeada – em torno de 10% no RS e meio ponto percentual em Santa Catarina – e a evolução do câmbio. Com as cotações mais favoráveis, o Brasil voltou ao “jogo” no mercado internacional de beneficiado. Ainda não nos níveis desejáveis, mas já é possível fazer alguns negócios pontuais de exportação. E isso conta muito também para a elevação das cotações no mercado doméstico.

8 Comentários

  • Opa… Mas não foi a Zona Sul que tinha feito um colheitão??? Já está faltando arroz agora!!! Imaginem as demais regiões???

  • Flávio na Zona Sul vale mais não é porque tem pouco arroz e sim porque está perto do Porto , infelizmente o mercado do arroz é ditado por um monopólio com meia dúzia de empresas e só não está 60 reais porque tem a Exportação, me lembro a 30 anos atrás que eram um monte de empresas te ligando e concorrendo atrás do casca e hoje o Cartel montou um esquema que recebem milhões de sacos na safra a depósito e depois importam do Mercosul em plena safra , tudo muito coordenado e depois que o arroz está depositado já era ou seja vai vender por o que quiserem te pagar e fica fora das exportações. Hoje por exemplo as empresas estão pagando mais pelo arroz que está livre em silos de terceiro do que líquidando o que está depositado o que demonstra que eles nem respeitam nem seus clientes que depositam com eles pois pagam mais fora.

  • Tá Claiton. Te pergunto uma coisa então: – Se existe o monopólio o que falta para nossas entidades de classe acionarem o CADE por abuso de poder econômico ??? Porque motivo o pessoal segue fornecendo matéria-prima para esse pessoal??? Porque insistem em plantar arroz??? O produtor também tem culpa no cartório! Se eles se uniram em torno de um veneno, temos que produzir o contra-veneno!!! Falta união e representatividade em nossa classe !!!

  • Sr. Flavio, a resposta é simples para sua primeira pergunta, não há denúncia, por que não há o que denunciar.
    A resposta para segunda pergunta é: os empresários do agro fornecem matéria-prima para quem eles bem entender, até por que o suposto motivo para não fornecer só existe na cabeça de alguns frustrados com a atividade rural.
    A resposta para sua terceira pergunta é: os empresários do agro plantam arroz, por que o fazem com excelência e muita competência.
    Referente a culpa que o senhor fala, essa é ilusória e a representatividade de classe existe sim e até onde eu sei faz um ótimo trabalho em favor dos empresários do agronegócio, chamo dessa forma, por que, “produtor” é coisa do passado, ou tu vira empresário do agro ou vira arrendatário ou pior ainda, quebra!!! Forte abraço!!!

  • Sr. Paulo o Sr. Não sabe o que fala… Não cutuca onça com vara curta! 2023 chegará com uma outra visão! Com outros numeros. De São Borja a Barra do Quarai já está verdeando de soja! Não acredita… Vai lá… O “produtor” sabe como a banda toca. Tá pulando fora. Um dia a casa cai. Dai eu quero ver a bravata dos Chopin! Vão morrer de fome pendurados numa cerca…

  • Sr. Flavio, outra previsão??? Todos os anos o senhor tem uma, é redução de área na fronteira oeste, é seca na fronteira oeste, é soja na várzea neles, agora me vem com essa, “De São Borja a Barra do Quaraí já está verdeando de soja!”. Ano que vem vai ser o que???? Já nos adianta aí!!!

  • Tudo está mudando, é mais soja na várzea, a ONU já deu prazo de faltar alimento no mundo em poucas semanas, e essa guerra q não termina por q. A”turminha” quer o caos mesmo. Começou com COVID q é um plano pré “zumbi”, salve-se quem puder, vacinas nunca alcançam novas variantes. Evitar vacina com SPIKE, a saúde agradece. Acredito q não falte arroz mesmo pq importam mais q exportam, daí é fácil dizer q as quebras não foram significativas.

  • Não reduziu a área? Não reduziu a produção? Vai lá… Avisei que o arroz ia começar a subir em outubro! Subiu 2 pilas essa semana. Vai lá e olha com teus olhos!!! E vou avisar… Quem tem juizo que não plante em áreas baixas. Movie.

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