Preços do arroz em Mato Grosso deverão reagir em novembro

O mercado do arroz permanece “travado” em função dos excedentes de produção que ainda existem no Mercosul, avalia o presidente da associação dos arrozeiros do Mato Grosso, Angelo Maronezzi.

O mercado do arroz permanece parado, “travado”, como se diz na gíria do agronegócio, em função dos excedentes de produção que ainda existem no Mercosul. “O que pressiona ainda mais as cotações aqui no Mato Grosso é a entrada no Brasil de arroz uruguaio e argentino. Pela logística de Mato Grosso, as beneficiadoras brasileiras preferem importar o produto, o que achata a cotação interna”, explica o presidente da Associação do Produtores de Arroz do Estado (Apa/MT), Ângelo Maronezzi.

Ele aponta que as previsões são de que haja uma reação positiva da cotação, com reflexos para o estado, em novembro, quando boa parte das sobras do Mercosul terá sido desovada. Atualmente, a saca de 60 quilos em Mato Grosso está cotada em média a R$ 30,00.

A falta de arroz de qualidade deverá comprometer a reação das cotações para os orizicultores estaduais. Maronezzi prevê também que para o próximo mês possa faltar arroz de qualidade para as indústrias. “Estive percorrendo em setembro várias regiões produtoras do estado e o estoque de arroz de qualidade, que esteja na mão do produtor, praticamente não existe, o que vi é uma produção manchada e quebrada. Talvez, não sintamos os reflexos da alta que está sendo aguardada”, alerta.

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