Preços não cobrem os custos de produção do arroz no Paraná

Na safra 2006/2007 o arroz de sequeiro ocupou uma área de 38 mil hectares e o irrigado foi plantado em 19 mil hectares..

O Paraná produziu nesta safra 110 mil toneladas de arroz irrigado e 70 mil toneladas de arroz de sequeiro. Segundo dados do Deral, a região de Paranavaí, onde se localiza o município de Querência do Norte, é responsável pela produção de 68% do arroz irrigado paranaense. Na safra 2006/2007 o arroz de sequeiro ocupou uma área de 38 mil hectares e o irrigado foi plantado em 19 mil hectares.

De acordo com Metódio Groxko, técnico do Deral, 60% do arroz irrigado e 75% do sequeiro já foram comercializados. Na última semana, a saca de 60 quilos era vendida a R$ 29,00, valor que, segundo os produtores, não cobre os custos de produção.

Já o corretor de cereais David Ramos de Menezes, de Apucarana, tem notícias melhores sobre o preço do arroz. Segundo ele, desde o dia 20 de agosto, se registram reações no mercado do arroz no estado.

– Na região de Querência do Norte não se compra arroz por menos de R$ 35,00 a saca – afirma.

A qualidade do produto paranaense segundo ele é muito boa, mas ainda não se iguala ao arroz gaúcho.

– O arroz do Paraná agrada o consumidor do tipo 1, mas o padrão extra só se atinge com o produto trazido do Rio Grande do Sul – informa.

Menezes, entretanto, não acredita em mais reação no preço do arroz no mercado nacional, pois o Rio Grande do Sul ainda possui estocado praticamente 75% do produto colhido na última safra. “”Em dezembro já começa a entrar no mercado arroz da safra atual colhido no noroeste do Paraná””.

Menezes concorda com a reclamação dos produtores de Querência do Norte sobre o favorecimento do governo brasileiro para o arroz vindo dos países do Mercosul, como o Paraguai.

– Pela atual política de importação, o governo inside a cobrança do PIS/Cofins sobre o arroz em casca, o que representa um acréscimo de 11% no valor de venda. Já para a compra do produto beneficiado não há taxação alguma – informa.

Então, as grande indústrias brasileiras estão optando por trazer o produto paraguaio, inclusive já empacotado, a um custo mais baixo que o arroz brasileiro.

– Se associarmos a baixa cotação do dólar, o menor custo de produção daquele país, o combustível mais barato e a boa qualidade do produto paraguaio, o mercado se torna extremamente injusto para o produtor brasileiro. O ideal seria o governo incluir ou ao menos trocar o tipo da mercadoria para a taxação – sugere o corretor de Apucarana.

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