Presidente da Abrarroz divulga nota sobre PIS/Cofins
Artur Albuquerque, da Abrarroz, considera uma grande vitória da cadeia produtiva do arroz a isenção total de PIS/Cofins.
UMA LIÇÃO DE CADEIA PRODUTIVA
Artur Oscar Loureiro de Albuquerque
O episódio do PIS/Confins deu a todos nós uma lição de Cadeia Produtiva! Os gaúchos, por produzirem quase a metade do arroz consumido no Brasil, habitualmente se sentem autoconfiantes e imaginam ser desnecessário o auxílio de outros estados da federação cuja produção, somada, chega à produção solitária do Rio Grande do Sul.
Esta auto-suficiência já havia feito presente quando da criação da
Abrarroz. O Rio Grande do Sul resistiu muito à criação da entidade porque entendia que as lideranças e as entidades gaúchas seriam suficientes para a representação da Cadeia Produtiva, sendo, portanto, desnecessária a participação de outras lideranças e de outras entidades de outros estados.
Ocorre que não é assim! Uma corrente é tão forte quanto o mais frágil de seus elos! De nada adianta o Rio Grande do Sul ser forte e poderoso se deixar um dos elos da Cadeia Produtiva ser frágil e indefeso! Rompe-se a Cadeia e o poder sucumbe ante a fragilidade utilizada por quem imaginar vencer a demanda!
Eis aí a importância de uma entidade como a Abrarroz. Além de unir verticalmente a Cadeia Produtiva, abrangendo todos os seus atores e unindo todos seus componentes, encontra-se com representação em vinte estados do Brasil, dando, induvidosa abrangência nacional e indispensável representação política na maioria das bancadas com assento no Congresso Nacional.
Foram as lideranças gaúchas, cuja importância do arroz na economia chega a números significativos, tais como, 3.1% do PIB, 10% do ICMS representando 350.000 empregos diretos, quem começaram a mobilização. Mas foi a participação uníssona de lideranças de diversos estados que possibilitaram a aprovação da isenção ao arroz.
No início das negociações a autoconfiança era tanta que a própria Abrarroz foi relegada a segundo plano. O decurso dos debates e do corpo a corpo no Congresso Nacional é que mostrou ao Rio Grande do Sul que no mundo moderno, globalizado, nada se consegue sem que uma Cadeia Produtiva organizada e abrangente se faça presente.
Como não poderia deixar de ser, a Abrarroz foi determinante na aprovação, não por seus nomes e seus líderes, mas por sua essência filosófica e por sua estrutura nacional. Espera-se que as lideranças gaúchas tenham apreendido, definitivamente, mais esta lição. E com a sensibilidade de estadistas saibam entender que o poder, nem sempre é querer e que tamanho, nem sempre é documento.


