Produção brasileira de grãos crescerá 4,55% em 2006

A produção de arroz diminuirá 12,86% e a de trigo 27,67%.

A produção brasileira de grãos chegará a 117,7 milhões de toneladas este ano, 4,55% a mais que em 2005, quando foram produzidos 112,6 milhões de toneladas, segundo previsões do IBGE divulgadas sexta-feira (8/9).

O número se refere à produção de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) calculada pelo instituto com base nas informações recolhidas em agosto.

A nova previsão é 0,28% inferior à calculada em julho (118 milhões de toneladas), segundo o IBGE.

Em conseqüência da seca em algumas regiões, a produção deste ano será 8,4 milhões de toneladas inferior à prevista em janeiro (126,1 milhões de toneladas).

A colheita de 2006, pelo mesmo motivo, não deve mais registrar o recorde previsto pelo Governo, pois ficará abaixo dos 123,6 milhões de toneladas de 2003, quando o país alcançou a maior produção da história.

De acordo com o IBGE, a produção deste ano será superior à do ano passado graças ao aumento da colheita do milho e da soja, responsáveis por 80% da produção nacional de grãos.

A colheita de soja – grão do qual o Brasil é o maior exportador mundial e responsável por quase metade da produção – aumentará 2,52% em relação ao ano passado.

Outros produtos com maior produção neste ano comparado a 2005, segundo os técnicos do instituto, serão o café em grão (19,95%) e a cana-de-açúcar (7,65%), dos quais o Brasil é o maior produtor mundial.

O Brasil, que é maior produtor e também maior exportador mundial de café, produzirá uma colheita de 2,6 milhões de toneladas do produto, o que equivale a 42,6 milhões de sacas (de 60 quilos cada).

Em contrapartida, a produção de algodão diminuirá 23,56%, assim como a de arroz (-12,86%) e a de trigo (-27,67%).

Apesar do aumento da produção, a área cultivada será de 45,7 milhões de hectares, 4% a menos que em 2005.

As culturas que mais perderam terrenos de cultivo foram o trigo, cuja área diminuiu 29,23% em relação ao ano passado, o arroz (-24,28%) e a soja (-4,03%).

O interesse dos agricultores pelo trigo diminuiu em conseqüência da “a baixa cotação do produto no mercado interno e a dificuldade de comercialização enfrentada nas últimas safras, além da descapitalização dos produtores”, informa o IBGE.

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