Produtor pede oferta via VEP
Leilão de estoques de arroz negociou 22.338 toneladas, 46% da oferta.
A Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) deverá solicitar à Conab que, no próximo leilão de arroz dos estoques do governo federal, metade da oferta seja por meio de Valor para Escoamento de Produto (VEP), mecanismo pelo qual o governo oferece subsídio para o frete.
Apesar de o resultado ter sido considerado satisfatório pelos produtores, sinalizou forte procura pelo arroz de menor qualidade voltado para a parboilização. Além disso, não atingiu o propósito de escoar o produto, já que as indústrias compradoras do arroz tipo 1 (58/10) longo e fino adquiriram grãos que estavam estocados dentro dos próprios armazéns.
– No centro do país, está faltando arroz. Temos que escoar essa produção para fora do Estado – destacou o presidente da Federarroz, Valter José Pötter.
No pregão de ontem, foram comercializadas 22.338 toneladas de arroz, cerca de 46,86% das 47.666 toneladas ofertadas (quatro lotes foram cancelados por liminares). O arroz tipo 1 (58/10) longo e fino saiu pelo preço de abertura, de R$ 26,20. Na disputa dos lotes de produto de menor qualidade, o preço de abertura foi de R$ 23,75 e o de fechamento, de R$ 25,20.
– Na indústria, o preço normal é de R$ 24,50 – salienta Pötter, referindo-se ao ágio.
O superintendente da Conab/RS, Carlos Farias, considerou normal o resultado.
– Ficou claro que o mercado observou o primeiro leilão, por isso, é difícil montar um cenário – comentou.
Mas concordou que a previsão inicial de pregões semanais de 50 mil toneladas, totalizando 200 mil toneladas por mês, seria muito.
– Há necessidade de manutenção da venda, mas, talvez, o volume deva ser reavaliado – destaca.
O presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, considerou o leilão atípico.
– O preço de comercialização não foi tão positivo. Precisamos vender o arroz em casca estocado. Essa procura baixa não baliza o mercado e a venda de arroz para parboilização não representa nosso interesse.


