Produtores de arroz do RS contabilizam prejuízos após clima ruim
Produção menor também significa custos maiores. Quem cultiva diz que cenário foi negativo em 13 dos últimos 15 anos..
Muita chuva e pouco sol. A equação resultou em queda de 15% na produtividade do arroz em Restinga Seca, no Rio de Grande do Sul.
Em todo o estado, o Instituto Riograndense do Arroz, o Irga, estima que a safra será de 7,3 milhões de toneladas, 12% menos do que no ano anterior.
E não é só o clima que tem atrapalhado os produtores. A produção menor também significa custos maiores para a produção.
Segundo os produtores, nos últimos 15 anos, apenas dois tiveram lucro com a venda do arroz. Um levantamento mostra que o preço médio de venda de cada saca de 50 kg é de R$ 38, enquanto o custo é de R$ 45.
“Isso ocasiona uma perda de competitividade do Brasil em relação a outros países, principalmente os países vizinhos do Mercosul que possuem custos de produção mais baixos em relação aos nossos”, disse Pedro Hamann, coordenador do Irga na região.
Um dos maiores concorrentes do arroz produzido no Rio Grande do Sul é o Paraguai, onde, segundo eles, fertilizantes e máquinas são mais baratos.



9 Comentários
A quebra e muito grande , nao so na minha regiao mas em todo estado.
Aqui na volta de pelotas o Guri ta dando 30 sacos menos e ate agora nao falei com ninguem que nao esteja colhendo bem menos que ano passado mas o IRGA insiste me divulgar colheitas bem acima do real.
Eu pergunto se o IRGA esta trabalhando para industria ou pro produtor.
Se a colheita fosse essa que o IRGA esta divulgando nao estaria essa correria atras de arroz pela industria.
Em 07/04/2019 chegaram a essa conclusão???!!! kkk. Piada pronta. Todo produtor consciente sabia o que ia acontecer e, ainda vai acontecer porque tem gente colhendo entre 200 a 230 sacos por quadra na finaleira lá na fronteira-oeste… Quem vai até lá sabe disso. Sabe que uma das grandonas de lá levou uma multa do Ministério do Trabalho que vai levar tempo para se endireitar… Sabe que 50% dos arrozeiros de Itaqui já estão com a cabeça voltada para a soja e como dominar as suas tecnologias… O 424 61×12 vale hj R$ 38,00… Arroz hoje é dor de cabeça. Novos tempos que já foram há tempos anunciados. Fim da monocultura! Ufa! Acorda-mos… politicos e industrias que se explodam!!!
Não há como aguentar financeiramente amargando prejuízos em 13 dos últimos 15 anos, além do que não há sentido nenhum trabalhar sem ganhar dinheiro ou ficar ‘remanchando’ no mesmo local ou andando às voltas! Há muitos anos indico formas do produtor trabalhar para aumentar suas receitas sem ficar esperando que o engenho seja ‘bonzinho’ e alcance uma remuneração melhor. Então é importante não pensar em aumentar a produção e a produtividade, mas trabalhar também as receitas. Este seria o grande trabalho a ser feito em que o produtor avance em direção do mercado!
Pois é, Sr Flávio as indústrias já explodiram há tempos e não ficaram ricas, como o produtor pensa. Lembrem que quem emprega neste país são as indústrias, se estas explodirem de vez, toda a região estará cada vez mais empobrecida. Todo mundo olha só para seu umbigo, por isso que este país não prospera. Triste comentário.
Dessa vez vou discordar com o Flávio Evandro. Na região metropolitana de Porto Alegre, e na região sul catarinense, todas as indústrias de beneficiamento de arroz estão enriquecendo de forma astronômica. A maioria dos arrozeiros não estão morrendo de fome porque as indústrias alimentam eles. A indústrias fornecem TODOS os insumos necessários para plantar o arroz, e ainda emprestam dinheiro para que os arrozeiros consigam se alimentar durante todo o ano. Na colheita o arrozeiro entrega toda sua produção para a indústria que o financiamento e segue a vida. Se o arroz baixar para 30 reais a saca, não teremos redução de área. As indústrias vão plantar arroz usando a mão de obra barata dos arrozeiros, que trabalham pela comida.
Em se tratando de indústria, na região de Camaquã, considerando Tapes, Barra do Ribeiro, Sentinela do Sul e Sertão Santana somente uma se destaca a olhos vistos. Nas demais, observa-se preocupação com o momento e por vez ou outra alguma atrasa o pagamento compactuado com o produtor. A parceria produtor/indústria não é a ideal, mas, mantem muito produtor peleando para se manter na atividade. De certa forma, dependendo da situação torna-se válida!!
O Cooperativismo bem gerido é a melhor opção!!
Não vejo como cooperativismo.
Parece mais com escravidão.
Caro Marcos, entra em contato com algum cooperado da Cooperja para ver se tem algum produtor descontente!!
Seu Pitarco Castro , quem emprega nesse pais sao os agricultores e a industria esta cada vez mais rica , GRANDES industrias compraram as pequenas e formaram um CARTEL para controlar os precos , da maneira que o mercado esta se formando logo logo estaremos igual o URUGUAY , escravos da Industria que paga o que quer para os produtores e esses nao tem nem a opcao de exportar arroz em casca.