Projeto de tecnologia no arroz entra na 2ª fase

Projeto CFC, vistoriado esta semana por emissários da ONU, entra na sua segunda etapa. O projeto é desenvolvido pelo Irga, com apoio do Flar e recursos internacionais. O objetivo é aumentar a produtividade gaúcha.

A difusão e transferência de tecnologia aplicada no primeiro ano do Projeto CFC, no Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, entra na segunda etapa na orizicultura gaúcha, depois da implementação na safra 2003/2004. Conforme o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e do Fundo Latino-Americano do Arroz Irrigado (Flar), Pery Coelho, a partir de agora será feita uma medição de como pequenos, médios e grandes produtores receberam essas informações e adotaram em suas propriedades.

– O objetivo do Projeto CFC é transferir tecnologia para garantir melhor resultado e o andamento do programa do Arroz RS, que visa maior produtividade com rentabilidade, explicou.

O Projeto CFC, adotado no Brasil e Venezuela, é financiado pela FAO e, na safra 2004/2005, atingirá 63 produtores, ou 1.300 orizicultores indiretamente. O diretor técnico do Irga, Maurício Fischer, ressalta que as ações se dão em quatro dias de campo, em cada local, observando período de semeadura, estabilização, pré e pós colheita. No total, serão 500 mil dólares aplicados até 2006/2007, período da duração do CFC. ‘O recurso é destinado para consultoria e pessoal, e complementa a difusão e transferência de tecnologia, além de trazer novidades’.

Ontem, participaram do encontro na sede do Irga, na Capital, representantes da FAO, Flar e integrantes do Conselho Gestor de Implantação do Projeto CFC. O representante da Flar no RS, Marco Antonio Oliveira, reforçou a importância dos dias de campo, onde o produtor passa a ser agente de extensão e difusão de tecnologia. ‘Depois da realização dos dias de campo ele se torna um líder em sua região.’

Segundo o representante da FAO em Roma, Piero Conforti, pela primeira vez no Estado, o RS ‘tem muito potencial para tornar competitiva a lavoura no mercado interno e externo’. Conforti conheceu semana passada propriedades da região Centro do Estado, como Agudo e Restinga Seca, que fazem parte do projeto.

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