Quilo do feijão está mais caro que cinco quilos de arroz

 Quilo do feijão está mais caro que cinco quilos de arroz

Preço do feijão está pela hora da morte, dizem consumidores

A explicação do preço alto é o clima, segundo Caio Coimbra, analista de agronegócios da Federação da Agricultura de Minas Gerais.

“O feijão está pela hora da morte mesmo!”. O desabafo é da professora Dione Alcântara, que foi ao supermercado ontem e não viu alternativa: levou bem menos para casa. Não dá para substituir. O preço do produto disparou em todo o país. O valor subiu tanto que 1 kg de feijão está até mais caro do que um pacote de 5 kg de arroz. A reportagem verificou o fenômeno em vários supermercados. Em um deles, por exemplo, tinha pacote de 1 kg de feijão por R$ 12,48, enquanto 5 kg de arroz custavam R$ 11,98 na mesma gôndola.

Em maio, enquanto a inflação oficial do país avançou 0,78%, o feijão mulatinho subiu 9,85% e o carioca, 7,61% no mês passado. Em 2016, a taxa de inflação já acumula 4,05% e o mulatinho já ficou 37,44% mais caro, e o carioca disparou 33,49%. Quando a comparação é feita nos últimos 12 meses, a elevação assusta ainda mais: 48,78% e 41,62%, respectivamente. Já o IPCA avançou 9,32% no mesmo período, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.

O feijão virou agora a brincadeira nas redes sociais. O tão querido produto brasileiro transformou-se em memes. Um, por exemplo, faz alusão ao transporte do produto até por carro-forte e outro, mostra até o feijão como uma joia.

A explicação do preço alto é o clima, segundo Caio Coimbra, analista de agronegócios da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg). No Paraná, maior produtor do país, as lavouras foram muito afetadas pela chuva e agora, o frio. “Oferta menor é sinal de preço em elevação”, aponta. Segundo ele, na passagem de abril para maio houve uma redução de cerca de 20% da produção naquele Estado. Minas, que é o segundo produtor, também sofreu com a chuva. O especialista explicou também que o preço subiu por causa dos custos de produção: energia, insumos e mão de obra ficaram mais caros.

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