R$ 24,00 não satisfaz lideranças e produtores

Preço de exercício do arroz não agrada líderes da bancada do agronegócio.

O anúncio do preço de exercício dos contratos de opção públicos e privados para o arroz, que deveria servir para apaziguar a relação entre o governo federal e a representatividade orizícola, surtiu efeito contrário ao pretendido; a crise entre os dois lados aumentou. I

nconformado com o valor proposto pelo Planalto – R$ 24 a saca de 50 Kg -, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) disparou críticas à equipe econômica do presidente Lula:

– Esse número só reflete a desconsideração que o governo tem com os produtores rurais. Não queremos esmola, e sim tratamento digno àqueles que levam o país nas costas, que sustentam o saldo positivo na balança comercial.

O preço do grão foi fixado, na tarde desta quarta-feira (06), após diversas reuniões entre o presidente Lula e os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Fazenda, Antônio Palocci. Ficou também acertada a quantidade a ser ofertada – 1,1 milhão de toneladas, nas duas modalidades de opção (público ou privado), para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

No primeiro pregão, serão comercializadas 150 mil toneladas do cereal, 75 mil para cada categoria de contrato. O edital sai na próxima quarta-feira (13); a data de exercício está marcada para 15 de setembro.

Heinze avisou que a obstrução à votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) continua no Congresso como forma de protesto à atitude do Planalto.

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