Razzera encerra a Fenarroz com fé na solução dos problemas da orizicultura

A íntegra do discurso de encerramento da 14ª Fenarroz.

Ao fazer um balanço da 14ª Feira Nacional do Arroz, entendemos que a missão, mais uma vez, foi cumprida. A Fenarroz cumpriu com seu papel de repasse de tecnologia e difusão do conhecimento, enquanto o debate e a troca de idéias foram componentes da maior relevância. O objetivo de passar informações tecnológicas aos produtores, sem
dúvida alguma, foi alcançado. Vimos nas palestras um público qualificado e específico, e os produtores que a feira queria atrair. Eles vieram para fazer perguntas e interagir com os palestrantes.

Também conseguimos ocupar espaço como um centro de debates e sensibilidade às autoridades políticas, particularmente do governo federal, na busca de soluções para o mercado orizícola. A feira queria não só trazer informações aos produtores, mas integrar autoridades políticas para se comprometerem com as dificuldades do setor orizícola. E, não tenho dúvidas, aqui conseguimos somar novos e importantes aliados cerrando fileiras em defesa da classe dos produtores e industriais do arroz.

Se não ocorreu volume de negócios significativos como nos anos anteriores, foi devido à dificuldade pela qual passa o setor do agronegócio no Brasil. Para exemplo, no setor de feiras de agronegócios, se teve um média de 40 a 45 por cento de redução no volume de negócios. Um desastre para a economia do setor.

A má fase da agricultura, há algum tempo sinalizando indícios de queda, quando há mais de dois anos as lideranças do agronegócio nacional tentam avisar ao Governo Federal que um colapso poderia ocorrer, tornou-se a principal causa da crise na orizicultura. E tal situação não é culpa da classe produtora, nem dos preços internacionais. O principal problema foi a política cambial, que caiu 45% nos dois
últimos anos. E, enquanto o Governo Federal não rever sua política econômica, as dificuldades continuarão insustentáveis.

Diante desse quadro, neste ano eleitoral, todos devemos avaliar com muito cuidado em quem iremos votar. Os destinos da nação e do estado estarão em nossas mãos. No entanto, e apesar de todas as dificuldades, como instrumento no fomento das economias do estado e de nosso município, a Fenarroz gerou significativo aumento na arrecadação de impostos estaduais e municipais, além de aumentar consideravelmente as receitas de prestadores de serviços e como também gerou centenas de empregos temporários.

A 14ª Fenarroz foi, sem dúvidas, uma ferramenta para impulsionar o desenvolvimento regional, estadual e nacional. Foi a maior de todas as feiras. Por isso, impositivamente, conclamo a Comissão Executiva, os Expositores, os Poderes Constituídos, e a Comunidade a já começarem a refletir sobre a 15ª edição da FENARROZ, a ser realizada em maio de 2008. Deveremos manter o formato de feira com festa, ou seguir a tendência mundial e realizar exclusivamente uma feira de negócios?

Todos os ângulos deverão ser analisados e avaliados, na busca do perfil mais adequado para a próxima edição do maior evento orizícola da América Latina. Se desejarmos “
conquistar o mundo”, os negócios terão que ser priorizados.

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