Redes varejistas aguardam redução nos preços do arroz
Em Alegrete, na fronteira oeste gaúcha, a saca de 50 quilos de arroz em casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 23,50, ante 24,15 na semana anterior.
O mercado brasileiro de arroz fechou a semana com comercialização reduzida. No Rio Grande do Sul, esteve parado em função do feriado da Revolução Farroupilha, enquanto que, nos demais estados, poucos negócios foram observados.
– As negociações de produto beneficiado também ocorrem em ritmo lento nos principais centros consumidores do país”, relata o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata.
– Operadores alegam que as redes varejistas encontram-se com demanda retraída, consumindo estoques, na expectativa de maior desvalorização nos próximos dias – acrescenta.
Em Alegrete, na fronteira oeste gaúcha, a saca de 50 quilos de arroz em casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 23,50, ante 24,15 na semana anterior. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a saca de 50 quilos custa R$ 22,75, ante R$ 22,50 na semana passada. Em Sinop, no Mato Grosso, a saca de 60 quilos do primavera vale R$ 27,50, ante R$ 27,25 na última semana. No mercado beneficiado, a saca de 60 quilos vale R$ 65,00 para o agulhinha tipo 1, ante R$ 62,00 na semana anterior.
As importações brasileiras do cereal atingiram volume recorde no mês de agosto. Foram internalizadas 124 mil toneladas (base casca), acumulando nos últimos oito meses 620,150 mil toneladas, um volume 24% superior ao que havia sido importado em igual período em 2006.
– É crescente, portanto, a utilização de produto importado como alternativa para o abastecimento do mercado, diante da oferta retraída nas praças do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e da falta de produto de qualidade nos demais estados do país – pondera o analista.
Os países do Mercosul seguem sendo as principais origens do arroz importado. Entre janeiro e agosto de 2007, Uruguai, Argentina e Paraguai foram responsáveis por, respectivamente, 45%, 43% e 6% das importações. A maior parte das compras tem sido de arroz beneficiado (72%), enquanto que o descascado representa 22% e, em casca, 6%. No ano passado, a compra de arroz beneficiado era bem menor, representando 59% do total importado, enquanto que 37% era de descascado e 4% era em casca.
Conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), as exportações brasileiras de arroz atingiram um volume de 5 mil toneladas (base casca), acumulando 159,5 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2007.
Houve, portanto, uma redução de 47% em relação ao volume exportado no mesmo período em 2006.
– O maior ajuste do quadro de oferta e demanda, a valorização do real frente ao dólar e as dificuldades logísticas são principais entraves para que o Brasil expanda ou, no mínimo, mantenha os mercados conquistados – frisa Barata.


