Reunião frustra agricultores
O setor já pensa em aceitar R$ 24,50 por saco de 50 quilos que teria sido sinalizado pelo Governo Federal.
A terça-feira foi um dia de frustração para quem apostava ver resolvido o impasse sobre a comercialização do arroz durante reunião entre a bancada ruralista, os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Fazenda, Antônio Palocci.
O segmento mantém o pedido de R$ 25,00 por saca nos leilões de contratos de opção pública e o governo a oferta de R$ 23,20. Segundo fontes do setor, já haveria uma negociação em curso para a adoção de R$ 24,50. A informação, entretanto, não é confirmada pela área técnica do Ministério da Agricultura, que só nesta semana entregou à Fazenda a proposta dos arrozeiros feita dia 9.
A indefinição deve engrossar a participação dos arrozeiros no tratoraço nacional da semana que vem. Segundo o diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, o temor da área econômica é que o preço estabelecido para o instrumento provoque reflexo na inflação. Mas, no encontro com os ministros, o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) apresentou dados do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo, mostrando que o preço ao produtor caiu 38,85% e só 24,75% ao consumidor.
Os parlamentares também ouviram da área econômica que há disponível, agora, R$ 400 milhões para sustentação de arroz, trigo e algodão no país. Segundo Heinze, há expectativa de uma reunião com o presidente Lula hoje. Durante o encontro de ontem, foram solicitados R$ 4 bilhões do FAT, que recentemente liberou R$ 1 bilhão para acerto de dívidas dos produtores com fornecedores.


