Rigotto defende em Brasília mudança na política cambial do país
Real supervalorizado retira competitividade das indústrias e do agronegócio brasileiro, diz o governador gaúcho.
O governador Germano Rigotto participou, nesta quarta-feira (10), de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, em Brasília, onde defendeu mudança emergencial na política cambial do governo federal, tendo em vista a crise por que passa o setor coureiro-calçadista, assim como o setor primário, que vêm sendo prejudicado com perdas nas exportações e aumento do desemprego. A audiência teve como tema o Setor Exportador – Juros Altos e Câmbio e contou com a participação de lideranças de bancadas gaúchas do Congresso e da Assembléia Legislativa, prefeitos e representantes do setor.
– O problema maior é o câmbio, porque se o juro está alto, isso é que afeta a política cambial e faz com se tenha o real excessivamente valorizado, prejudicando a produção agrícola, o agronegócio e o setor calçadista – afirmou. O governador acrescentou que o câmbio tira a competitividade da indústria coureiro-calçadista gaúcha, o que leva ao fechamento de empresas e a demissões no setor.
Rigotto disse que os reflexos da economia do país estão descapitalizando as empresas e empobrecendo os produtores.
– Além do setor calçadista, o Rio Grande do Sul é penalizado porque é um estado com forte presença no setor primário, onde produz 60% das máquinas e implementos agrícolas – explicou.
Germano Rigotto ressaltou que o RS paga por ser eficiente e pela vocação exportadora que tem.
Marcha a Brasília
No próximo dia 16, o governador Rigotto estará novamente em Brasília, junto com os governadores dos estados que mais exportam, para uma mobilização contra os prejuízos sofridos pelo setor primário e pelas indústrias exportadoras em conseqüência dos custos de produção mais altos que os preços de comercialização e da valorização excessiva do real.
– Nesta mobilização dos governadores, estaremos buscando uma modificação na política econômica, mas principalmente na política cambial – destacou o governador gaúcho.
– Acima de partidos políticos, a questão tem que nos unir para garantir as mudanças emergenciais que precisamos – frisou.


