Rigotto exige freio à concorrência predatória no Mercosul

“Nosso bloco econômico pode ser base exportadora para terceiros mercados, mas sem que haja competição desigual com produtos que entram da Argentina e Uruguai”, sustentou, durante a 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Dom Pedrito (RS).

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, defendeu a adoção de medidas por parte do Ministério da Agricultura que possam reduzir os prejuízos dos agricultores gaúchos com a estiagem e a discussão de salvaguardas que resguardem os produtores das importações irregulares de arroz e trigo de países do Mercosul. “Nosso bloco econômico pode ser base exportadora para terceiros mercados, mas sem que haja competição desigual com produtos que entram da Argentina e Uruguai”, sustentou, durante a 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Dom Pedrito (RS).

Para o governador, o governo federal precisa estar aberto para tomar medidas para atender as necessidades do setor primário gaúcho e nacional. “Nós Governo do Estado e produtores estamos unidos para garantir as mudanças que precisamos para o nosso segmento produtivo, juntamente com as nossas bancadas parlamentares. Não vamos pedir favor, mas aquilo que o Rio Grande merece pelo trabalho que faz, os direitos pelo que produz”, assinalou.

O governador Rigotto também anunciou que foi ampliada a base de benefício para diminuição da alíquota do ICMS, com a ampliação de 40% para 60% a parcela de incremento de produção a ser atingida pela redução de alíquota?, disse. Segundo o governador, essa medida era uma reivindicação da indústria do arroz, que poderá gerar mais investimentos e empregos no setor.

Rigotto também afirmou que estará presente ao grande encontro de produtores rurais, em Rio Verde (GO), no próximo dia 02, juntamente com outros quatro governadores e mais de 10 mil produtores rurais de todo o país. “Esperamos que lá o Ministério da Agricultura possa anunciar as medidas que precisamos para garantir o trabalho do setor primário”, sustentou. O governador discute, nesta segunda-feira, com a bancada federal gaúcha, no Palácio Piratini, as ações que deverão ser tomadas para pressionar o governo federal a definir normas de atender os produtores.

A alta taxa de juros e a política cambial também foram alvos de críticas do governador gaúcho, que considerou artificial a valorização do real. “Em três ou quatro meses, poderemos enfrentar problemas graves na balança comercial, com efeitos nos bons números que vêm garantindo uma economia forte para o país. Precisamos garantir uma prorrogação maior para que os produtores gaúchos possam pagar os financiamentos de custeio e investimento, afim de garantir a continuidade das atividades produtivas de um Estado que já é responsável por mais de 50% de todo o arroz do país e pode ir ainda mais longe com a melhoria tecnológica e a eficiência dos agricultores do RS”, disse.

Para Rigotto a qualificação tecnológica permitiu que o uso de água por hectare, em trinta anos, cair de 20 mil metros cúbicos para de 10 a 12 mil metros cúbicos. E num futuro próximo, alcançar um índice de excelência de mil metros cúbicos de água por tonelada produzida, em áreas sistematizadas, contribuindo para isso o Programa Arroz RS

Ao terminar seu pronunciamento o governador Germano Rigotto agradeceu aos produtores rurais gaúchos pelo que cada um está fazendo pelo Rio Grande e pelo País. “Ao iniciar a colheita de uma nova safra, tenho certeza que vamos mostrar ao Brasil o que Rio Grande faz e que tanto nos orgulha.”

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