RS espera pacote de apoio a dívidas

A chamada MP do Bem do Agronegócio está em negociação, especialmente entre a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa) e o Conselho Monetário Nacional (CMN), no Ministério da Fazenda.

As lideranças do agronegócio esperam que itens como securitização e prorrogação de dívidas sejam incluídos no pacote de medidas que está sendo preparado pelo governo federal ao setor agrícola. A chamada MP do Bem do Agronegócio está em negociação, especialmente entre a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa) e o Conselho Monetário Nacional (CMN), no Ministério da Fazenda.

O pacote, que ainda está sendo costurado pelos técnicos do governo e não tem data para ser anunciado, deve contemplar medidas que desonerem a importação, os altos impostos pagos pelo setor, e a redução no valor dos insumos. No Estado, as preocupações da Farsul, Federarroz e Fetag têm o mesmo tom.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, pede 120 dias para prorrogar dívidas de custeio e investimento, além de reivindicações já encaminhadas via CNA e OCB.

– Precisamos de securitização dos contratos de custeio de 2005 e 2006 e que a primeira parcela de investimento seja chutada para depois do vencimento da última – aponta.

Outros detalhes serão analisados amanhã em reunião das comissões nacional de Crédito e Grãos da CNA na Farsul, em Porto Alegre. O presidente da Federarroz, Valter José P’tter, analisa como importante a reestruturação proposta pela União na ‘MP do Bem’, mas reforça as solicitações de apoio à comercialização e securitização ao setor orizícola, que tem uma dívida, no momento, de R$ 650 milhões.

– São prioridades para a lavoura de arroz e necessárias na MP do Bem, senão perdemos o bonde, e até vir outra negociação, já terá passado muito tempo – propõe. O presidente da Fetag, Ezídio Pinheiro, ressalta que as medidas a serem implementadas têm de atender essa safra.

– A MP vai ter proposta política para o futuro. Esse assunto é paliativo e não interessa, agora, aos produtores. Se não discutirmos prorrogação e preço mínimo, a MP do Bem vai ser tarde porque não vai ter produtor para outra safra – garantiu.

Reivindicações do Rio Grande do Sul

• Prorrogação de 120 dias p/ dívidas de custeio e investimentos.
•Securitização dos contratos de custeio de 2005 e 2006
•Prorrogação da primeira parcela do investimento para após vencimento da última parcela.
•Prorrogação por seis anos das dívidas de custeio do Pronaf e Proger que estão vencendo a partir do dia 15/04 (Fetag)

O que deve conter na MP do Bem

•Desoneração da cadeia produtiva e da importação de insumos
•Redução do valor de insumos via cabotagem

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