São Paulo faz 1º plantio de arroz preto

Inicialmente será cultivada uma lavoura de 30 hectares da variedade IAC 600 em Pindamonhagaba (a 145 km da capital.

O Estado de São Paulo vai dar início nas próximas semanas ao primeiro plantio comercial de arroz preto do país. O cereal, que tem origem asiática, foi adaptado pelos pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC) para as características de solo e de clima paulistas. Inicialmente será cultivada uma lavoura de 30 hectares da variedade IAC 600 em Pindamonhagaba (a 145 km da capital).

– O arroz preto já existe na China há 4.000 anos, mas agora vamos produzir em São Paulo, que é a capital gastronômica do país e o maior consumidor nacional de arroz – disse Cândido Ricardo Bastos, pesquisador do IAC.

Por enquanto apenas um rizicultor, José Francisco Ruzene, aceitou o desafio da nova cultivar. O produtor estima que poderá alcançar até R$ 50 o quilo com a venda do produto contra R$ 1,50 do arroz tipo 1. Devido ao sabor acastanhado do arroz preto, a expectativa do produtor é vendê-lo para restaurantes de alta gastronomia e também exportar o produto.

As projeções de preço do produto Ruzene, entretanto, estão superestimadas, afirma o pesquisador do IAC. Bastos avalia que, uma vez comercializado, o preço do arroz deve chegar a R$ 14 por pacote de 380 gramas, tamanho de embalagem considerado mais adequado para a venda de arroz “gourmet”.

Apesar da possibilidade de ganhos mais altos, a produtividade do arroz preto pode ser até 50% inferior à dos tipos comuns. Nos experimentos iniciais, registrou-se uma produção de cerca de 6 toneladas em 2 hectares. Outra característica é a sua precocidade. Enquanto um arroz normal leva de 130 a 140 dias entre o plantio e a colheita, o arroz preto pode ser colhido em 100 dias.

– Esses testes foram feitos para as condições de São Paulo – afirmou o pesquisador do IAC.

Para os interessados, o IAC fornece saca de sementes de 40 kg por R$ 100. Onde encontrar: telefone: xx / 19 / 3241-5188.

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