Seminário discute gestão, mercado e agregação de valor ao arroz

Cachaça de arroz e sonho light com farinha de arroz são algumas das idéias do seminário.

O 2º Seminário da Lavoura Arrozeira do Litoral Norte – Arroz & Qualidade – realizado neste sábado, dia 15, em Santo Antônio da Patrulha, Litoral Norte, reuniu em torno de 200 produtores e técnicos, de vários municípios gaúchos.

O Litoral Norte, que apresenta localização privilegiada, mais próxima e acessível aos grandes centros consumidores, com eficiente logística para transporte, várzeas planas, aliado a um microclima favorável, variedades adequadas à região e uma produção voltada para a excelência da qualidade, caracteriza-se por apresentar o status do arroz mais valorizado do Rio Grande do Sul, com qualidade comparável aos melhores do mundo.

A Região de Santo Antônio da Patrulha, que ocupa uma área de 22.203 hectares, representando 20% da produção do Litoral Norte, apresentou, novamente, na atual safra, uma das maiores produtividades da Planície Costeira Externa, com média de 6.497 kg/ha e com grãos de alta qualidade. O município também apresentou um incremento de 28% na produtividade em relação à média das últimas safras.

Durante o evento foram apresentadas palestras sobre meio ambiente e recursos hídricos, mercado, gestão empresarial na orizicultura, e que ações estão sendo desenvolvidas pelo setor visando melhor compatibilizar a oferta e com a demanda, reduzindo os excedentes e abrindo novas formas de incrementar a comercialização do arroz.

Alternativas e ações, como exportação, plano de marketing para aumento de consumo e utilização de produtos derivados foram apresentadas no evento.

O Irga sugeriu duas formas de agregar valor ao produto da região, atendendo à vocação e oportunidades regionais. Uma através da utilização do arroz como matéria prima na elaboração da “cachaça”, já que a região é tradicional produtora do destilado. Também foi sugerida a utilização da farinha de arroz no sonho, criando um produto diferenciado, o “SONHO LIGHT”, outro produto típico da região.

Segundo o pesquisador do Irga na área de pós-colheita, Gilberto Amato, um dos palestrantes, os trabalhos desenvolvidos pela USP e UFSM, em parceria com o Irga, permitem avaliar uma redução de 40% de absorção do óleo no sonho, com maior vantagem se o óleo utilizado for o óleo de arroz. Em relação à “cachaça”, a aguardente de arroz, foram marcadas reuniões com a Prefeitura, iniciada privada, visando implementar o projeto.

Estiveram presentes e participaram do seminário: o diretor-comercial do Irga, Rubens Silveira; diretor da Farsul e Federarroz, Amilton Soares, consultor da Farsul, Ivo Lessa, e o pesquisador do Irga Gilberto Amato.

O consultor de Safras & Cifras, Cilotér Iribarrém, palestrou sobre “A Gestão da Empresa Rural em Tempos de Crise” e o consultor da Cooplantio, Flávio Gassen falou sobre “Mercado do Arroz: Uma Abordagem Cíclica”.

Segundo o presidente da Associação de Arrozeiros, Marco Aurélio Marques Tavares, o evento superou as expectativas.

– O seminário neste ano, principalmente em razão do atual momento, esteve focado em gestão, passando informações indispensáveis e inquestionáveis para que o produtor adquira uma postura empresarial no seu negócio.

Também salientou a importância das ações desenvolvidas pelo setor, Irga, Federarroz e Farsul, na busca de novos mercados e novas alternativas, visando melhor compatibilizar a oferta e a demanda, reduzindo excedentes e permitindo preços mais
remuneradores ao produtor, que deve se voltar para produzir um produto com a qualidade desejada pelo mercado.

O seminário foi patrocinado pelo IRGA, Cooplantio, Querodiesel, Cooperativa Cooperja e Elipal Silos e Secadores.

O evento foi uma promoção da Associação de Arrozeiros, do Sindicato Rural de Santo Antônio da Patrulha, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e da Stil e aconteceu na cidade de Santo Antônio da Patrulha.

Após o seminário mais de 2,5 mil pessoas degustaram um carreteiro gigante.

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