Setor arrozeiro terá arranjo produtivo
Com o arranjo produtivo o setor vai definir estratégias para ampliar a comercialização do arroz gaúcho no mercado doméstico e no mercado de exportação.
Promover um amplo fórum de debates sobre a cadeia produtiva do arroz e evoluir no sentido de instalar grupos de trabalhos temáticos (GTTs) que definirão metas destinadas a dar maior viabilidade para esse arranjo produtivo é uma das atividades programadas para a 16° abertura da colheita que ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de março, em Itaqui.
Com a formatação de um arranjo produtivo, o setor tem em vista criar alternativas não só para incentivar a união do segmento mas, principalmente, definir estratégias para ampliar a comercialização do arroz gaúcho no mercado doméstico e no mercado de exportação. O lançamento do AP/Arroz-RS, ocorrerá domingo (5) no Parque do Sindicato Rural precedendo a abertura da colheita que acontecerá às 10h30min na lavoura do Grupo Pitangueira localizada no KM 486 da BR 472, em Itaqui.
O fortalecimento da cadeia produtiva na base geográfica de produção representa um mecanismo importante para a política de promoção do desenvolvimento do sul do estado. O secretário Luis Roberto Ponte, do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, assinala que trabalhando com características de arranjo produtivo local (APL) será possível identificar os gargalos, inclusive os de âmbito federal, onde a Sedai fará a interface com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em vista da perspectiva de oferta crescente, o setor arrozeiro considera indispensável dispor de mecanismos que contemple todos os elos da cadeia produtiva.
O aproveitamento de sub-produtos como a “casca de arroz”, que se constitui em biomassa capaz de gerar energia elétrica e produzir sílica industrial, também está no foco do arranjo. As reservas de água necessárias para garantir a produtividade desta que é a mais destacada lavoura irrigada do Rio Grande do Sul é outro item importante para o setor arrozeiro. Conforme levantamento efetivado pelo Irga a área plantada de arroz irrigado no Rio Grande do Sul é de 1,022 milhão de hectares. A estimativa de colheita é de mais de seis (6) milhões de toneladas de arroz. Se for confirmado o volume de produção, a safra de arroz do Rio Grande do Sul corresponderá a 55% do total esperado em âmbito nacional. No ano agrícola de 2004/2005 a lavoura arrozeira do Estado teve uma participação de 50% do total do cereal colhido no Brasil.
APLs
O programa de apoio aos arranjos produtivos locais do Rio Grande do Sul destina-se a promover a qualificação da matriz produtiva, agregando competitividade ao setor industrial no sentido de apoiar o desenvolvimento das empresas de uma cadeia ou setor. O APL representa o ambiente onde as relações entre as instituições e as empresas podem ser qualificadas pela integração, cooperação e confiança mútua. A Sedai coordena os arranjos produtivos de Bioenergia, de Base Florestal, Autopeças, Conservas, Coureiro-calçadista, Gemas e Jóias, Máquinas e implementos agrícolas, Moveleiro e Vitivinícola
A Sedai constituiu, recentemente, a rede de cooperação Arrozeiras do Sul que reúne indústrias da Região Central do Rio Grande do Sul. Esta rede integrada por 12 empresas comercializa 350 mil fardos mensais do cereal e têm capacidade estática para armazenar 2,5 milhões de sacos. Pioneira do gênero no Brasil, a Rede Arrozeiras do Sul, conta com a parceria da Universidade Federal de Santa Maria, através do Programa Redes de Cooperação da Sedai.


