Setor articula a exportação de 25 mil toneladas

Mobilização é total entre os produtores de arroz do Rio Grande do Sul. Objetivo é garantir ao menos duas cargas de 25 mil toneladas até agosto.

Os orizicultores gaúchos buscam garantir a oferta de 25 mil toneladas para o primeiro embarque após quase 30 anos, previsto para julho. A partir de hoje, um grupo de produtores fará o levamento do interesse em seis regiões do estado. O setor esteve reunido ontem na Farsul, em Porto Alegre, discutindo mercado e exportações.

O vice-presidente da Federarroz, Valter José Pötter, adiantou que o valor pago ao produtor dependerá da classificação do grão. Os padrões técnicos irão considerar 55% de grãos inteiros, umidade de 13% e impureza máxima de 2%. Entre os países-alvo estão México, Costa Rica e Suriname, adiantou o diretor de mercado da Federarroz, Marco Aurélio Tavares.

O presidente do Irga, Pery Coelho, enfatiza que a operação é uma oportunidade para ocupar espaços, tendo em vista o aumento da produtividade e a queda na produção mundial. Segundo Pötter, a tonelada esta a 210 dólares no mercado internacional contra 120 dólares em 2003. O presidente da Fearroz, André Barreto, revelou que as cooperativas gaúchas pretendem exportar.

A discordância entre as projeções de safra da Conab e do setor prossegue. A estimativa do analista da Safras & Mercados, Aldo Lobo, de colheita de 12,2 milhões de toneladas, se aproxima das 12 milhões de toneladas calculadas pelos orizicultores. Já a Conab calcula 12,9 milhões de toneladas, o que estaria pressionando preços, devido a elevação do estoque de passagem. O assunto volta a pauta nesta quinta-feira 24 na Secretaria da Agricultura, em Porto Alegre.

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