Setor lamenta ausência de ministro
Desde o início da semana, o temor era de que o dirigente evitasse a feira em função de protestos, como o que ocorreu na terça-feira, no parque da Cotrijal.
Pela primeira vez desde que foi criada, em 2000, a Expodireto não terá a presença de um ministro da Agricultura. Roberto Rodrigues cancelou a vinda prevista para hoje em Não-Me-Toque devido a assuntos de caráter estratégico. Desde o início da semana, o temor era de que o dirigente evitasse a feira em função de protestos, como o que ocorreu na terça-feira, no parque da Cotrijal. A notícia desagradou dirigentes e produtores.
Durante a tarde, os presidentes da Cotrijal, Nei Mânica, e da Farsul, Carlos Sperotto, tentaram reverter a decisão, mas não obtiveram sucesso. Sperotto tentará trazer o ministro a uma reunião da comissão de crédito rural da CNA, dia 22, em Porto Alegre.
– Ele está administrando a ausência de solução, mas está ciente das dificuldades – disse o dirigente, que evitou críticas.
O presidente da Federarroz, Valter Pötter, lamentou não conseguir entregar pessoalmente a Rodrigues a documentação com todas as reivindicações dos arrozeiros gaúchos.
– Todo mundo perde – frisou.
Mânica criticou o presidente Lula por ir a Santa Catarina ao invés de ouvir o setor produtivo gaúcho na Expodireto e tentava articular a vinda do candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O setor não descarta deflagrar novas mobilizações para que sejam adotadas medidas pelo Ministério da Fazenda e Casa Civil.
Pela manhã, os organizadores haviam recolocado no palanque faixas de apelo ao ministro usadas no ato de terça-feira. O superintendente federal do Mapa, Francisco Signor, disse que não há previsão de novos anúncios para o segmento. Durante o movimento, chamado de Palanque do Produtor, os agricultores gaúchos pediram a prorrogação de todos os vencimentos por 120 dias, período para encaminhar negociações com a União.


